Smart Open Lisboa: estas 14 startups querem tornar Lisboa mais inteligente

  • ECO
  • 23 Julho 2018

Onze das 14 escolhidas são estrangeiras. Iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa para tornar mais inteligentes os sistemas de gestão das cidades arranca a 16 de setembro.

O programa Smart Open Lisboa (SOL), que já vai na terceira edição, elegeu as catorze startups finalistas — das quais 11 são estrangeiras — para desenvolverem projetos-piloto na área da mobilidade. Estas vão trabalhar com as organizações parceiras do programa, que é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, para tornar mais inteligentes os sistemas de gestão das cidades.

Os candidatos, de várias partes do mundo, tiveram de apresentar um protótipo funcional de uma solução de mobilidade para a capital, ou seja, de pôr em prática a ideia inicial. “O SOL é um projeto que se enquadra na estratégia de inovação da Câmara Municipal para a cidade de Lisboa, acrescentando algo que julgamos fundamental: sermos capazes de transformar a cidade num verdadeiro laboratório de inovação aberta“, afirma Duarte Cordeiro, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e com os pelouros da Economia e Inovação, citado em comunicado.

A terceira edição vem com algumas alterações: “Temos uma nova estrutura onde, em vez de termos todo o programa focado em várias áreas, criámos vários verticais mais pequenos, dedicados a temas específicos. Apostámos num programa vertical de Mobilidade, que entra agora na fase de pilotos, e vamos também ter, mais tarde, outro vertical, centrado no tema da Habitação”, explica Duarte Cordeiro.

As startups escolhidas foram a AppyParking (Reino Unido), CardioID Technologies (Portugal), e-floater (Alemanha), Eccocar (Espanha), Idatase (Alemanha), LifePoints (Canada), Meep App (Espanha), MotionTag (Alemanha), Parkio (Portugal), Shotl (Espanha), Third Space Auto (Reino Unido), Wall-i (Portugal), Xesol Innovation (Espanha) e a AIPARK (Alemanha).

Entre os parceiros associados com quem vão trabalhar encontram-se a Cisco, NOS, Axians e a Santa Casa da Misericórdia. Para a mobilidade juntaram-se à iniciativa a TOMI, Carris, Metropolitano de Lisboa, EMEL, Brisa Daimler e Ferrovial.

“Esta proximidade com empresas que estão focadas no que é novo no campo da mobilidade, e que trabalham diariamente na evolução de novos conceitos, está completamente alinhada com a nossa estratégia”, diz Tiago Farias, presidente e CEO da Carris, citado em comunicado.

Para Erik Spitzer, CEO da Daimler Trucks &Busses Tech and Data Hub em Lisboa, “as grandes empresas tentam adaptar e integrar um pouco a forma como as startups estão a trabalhar, mas isso tem um sucesso limitado. Este caso está a ser muito útil para nós, uma vez que podemos acompanhar mais de perto a forma como pensam e resolvem problemas, e isso permite-nos integrar esse conhecimento também nos nossos processos”.

A fase de experimentação e pilotos arranca a 16 de setembro, e vai até 15 de novembro. Esse vai ser o dia do ‘Demo Day’, onde os resultados finais dos vários projetos são apresentados.

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