Gabinete Antifraude quer voltar a investigar Barclays

O Gabinete Antifraude britânico (SFO) quer retomar as acusações contra o Barclays pelo aumento de capital realizado pelo banco, em 2008, em plena crise financeira, junto de investidores do Qatar.

O Gabinete Antifraude britânico (SFO) quer retomar as acusações contra o Barclays pelo aumento de capital realizado pelo banco em 2008, avança a Bloomberg. Em causa, estão os acordos celebrados com investidores do Qatar durante a crise financeira, num total de 322 milhões de libras (pouco mais de 360,7 milhões de euros). O banco pretendia assim evitar pedir ajuda ao Estado.

Em maio, o Tribunal de Londres tinha desistido destas acusações, mas o SFO quer agora retomá-las, tendo solicitado isso mesmo ao Supremo Tribunal. A decisão desta entidade britânica já era esperada pelo Barclays que, em comunicado, adiantou que já previa esta opção.

Recorde-se que, no fim de junho, o SFO tinha acusado quatro antigos executivos do Barclays de fraude e aconselhamento financeiro ilegal. Esse processo estava relacionado com esquemas de aumento de capital do banco britânico, levados cabo em 2008, com a Qatar Holding LLC e a Challenger Universal Ltd, que permitiram ao Barclays evitar pedir ajuda pública durante a crise financeira.

O banco terá assim pago 322 milhões de libras em honorários aos investidores do Qatar por um empréstimo que fazia parte de um vasto pacote de financiamento (cerca de 12 mil milhões de libras, isto é, 13,4 mil milhões de euros) concedido durante a crise financeira.

No caso, também estava incluído um empréstimo de três mil milhões de libras ao Estado do Qatar através do Ministério da Economia e Finanças, no mesmo ano.

Os acordos celebrados entre este banco britânico e os investidores desse país durante a crise financeira têm estado sob o olhar atento do SFO, nos últimos cinco anos.

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