Impresa multiplica lucros para 2,5 milhões de euros

A dona da SIC melhorou as contas no primeiro semestre deste ano, conseguindo voltar aos lucros de sete dígitos. O resultado líquido foi de 2,5 milhões de euros.

A Impresa está a melhorar as contas. Nos primeiros seis meses do ano, a dona da SIC subiu o lucro para os 2,5 milhões de euros, valor que compara com os 35 mil euros de lucro registado no mesmo período do ano anterior. Sem contar com a venda do portefólio de revistas ao empresário Luís Delgado, por 10,2 milhões de euros, o grupo de media conseguiu melhorias expressivas a nível operacional, aumentou as margens e reduziu as despesas.

As contas da empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão expurgam os rendimentos e gastos que se estima “serem imputáveis ao portefólio de revistas alienado em 2018”. Ainda assim, a empresa conseguiu subir o resultado líquido para os 3,14 milhões de euros entre abril e junho, o que compara com os 640 mil euros de prejuízo que tinham sido registados entre janeiro e março de 2018. Contas feitas, o resultado líquido do semestre foi de 2,5 milhões de euros.

Entre janeiro e julho, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado da Impresa aumentou 69,2% para 10,2 milhões de euros, valor que compara com os 6,03 milhões de euros registados no semestre homólogo.

Francisco Pedro Balsemão, presidente executivo da Impresa, explica a subida nos lucros com o “crescimento das receitas publicitárias” em todas as áreas de atuação e com o “corte nos custos operacionais, incluindo na grelha da SIC”. Num comentário enviado ao ECO, o gestor destaca ainda que a empresa está “no bom caminho” e a cumprir o plano estratégico que foi traçado. “Estamos a recentrar o nosso negócio, focando-o no audiovisual e no digital, potenciando as nossas marcas fortíssimas e antecipando os hábitos de consumo dos portugueses”, garante.

O primeiro semestre demonstrou que estamos no bom caminho com o cumprimento do nosso plano estratégico.

Francisco Pedro Balsemão

Presidente executivo da Impresa

Excluindo a venda das revistas, as receitas da Impresa aumentaram 0,2% para 86,81 milhões de euros no primeiro semestre. Mas a contribuir mais para os bons resultados esteve, sobretudo, o segmento de publishing. Neste campo, onde a Impresa mantém títulos como o semanário Expresso, as receitas aumentaram de 11,26 milhões para 12,72 milhões de euros, uma subida de 13%. Já o negócio da televisão não foi pelo mesmo caminho: as receitas com a principal área de atuação da Impresa caíram 2% no semestre, para 72,8 milhões de euros.

Olhando para cada segmento, o grupo Impresa está a vender mais publicidade. As receitas neste campo aumentaram 2,3% para 55,4 milhões de euros. Mas a tendência é de queda nos restantes segmentos: a dona da SIC ganhou menos 1,6% com a subscrição de canais e a venda de jornais recuou 1,2%. Quanto às “outras receitas”, a queda foi de 8,2%.

Ainda sem contar com a venda das revistas, as despesas do grupo Impresa caíram 4,9% entre janeiro e julho. Os custos operacionais fixaram-se nos 76,6 milhões de euros. A Impresa continua ainda a reduzir a dívida. No final de julho, a dívida remunerada líquida era de 185,7 milhões de euros, menos 3,4 milhões de euros do que no período homólogo.

Para o segundo semestre, Francisco Pedro Balsemão destaca o “início de uma fase muito importante para a Impresa, com a concentração da SIC e do Expresso no mesmo edifício em Paço de Arcos”. Para o líder do grupo, a junção dos dois órgãos de comunicação no mesmo espaço “terá certamente um impacto positivo” nas operações da Impresa. O gestor termina ainda com um compromisso: “Continuaremos a melhorar os resultados operacionais, através de uma maior eficiência operacional e do crescimento das receitas”.

(Notícia atualizada às 17h29 com mais informações)

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