everis startup map: 87% das câmaras ajuda startups locais

  • ECO
  • 25 Julho 2018

Em média, 30% das câmaras municipais têm fundos de apoio a startups, ou outros mecanismos de facilitação de investimento que aceleram o crescimento destes negócios.

Startup Lisboa foi fundada em 2012 e foi a primeira incubadora municipal do país.

A maior parte das câmaras municipais (87%) apoia diretamente uma ou mais incubadoras no seu concelho, que acompanham o desenvolvimento de startups e ajudam-nas a crescer. As startups reconhecem esta ajuda, especialmente na disponibilização de espaços físicos, já que 26% não paga renda e quase metade paga menos de 250 euros por mês.

As conclusões são do everis startup map, um estudo que tem como objetivo ajudar a definir o “perfil do ecossistema empreendedor em Portugal”. A consultora multinacional everis fez inquéritos a câmaras municipais, incubadoras e startups em terreno nacional, numa tentativa de saber também quais as iniciativas que as câmaras municipais estão a criar para atrair e apoiar o desenvolvimento de startups.

De acordo com o estudo, o apoio dado por 87% das câmaras pode ser feito com uma participação no capital da incubadora, ou à propriedade. A disponibilização de espaço, o apoio na gestão e a dinamização de atividades empreendedoras são exemplos de algumas das ações.

A maneira mais comum que os municípios encontram para ajudar as empresas iniciantes é através da criação de espaços com rendas controladas, e a coorganização de eventos para startups. Nesta matéria, 67% das startups inquiridas estão incubadas fisicamente, em locais específicos para o efeito, e 15% estão incubadas virtualmente.

“Os dados recolhidos foram bastante interessantes porque permitem-nos identificar a aposta que as diferentes câmaras municipais e geografias estão a realizar de acordo com os próprios recursos locais, quer seja através da captação de investimento, capitalização de estratégias locais e/ou atração de pessoas ao concelho”, diz Susana Cunha Bandarrinha, Startup Catalyst na everis, citada em comunicado.

"Os municípios estão cada vez mais atentos ao tema do empreendedorismo apostando ativamente em estratégias e políticas de desenvolvimento local.”

Susana Cunha Bandarrinha

Startup Catalyst na everis

Em média, 30% das câmaras municipais têm fundos de apoio a startups, ou outros mecanismos de facilitação de investimento, que aceleram o crescimento destes negócios e alavancam o desenvolvimento local. Investir nestas empresas traz benefícios para as câmaras, de acordo com as entrevistas feitas pela everis.

Estes benefícios são, por exemplo, a fixação da população, “com retenção de talento e de recursos qualificados”, a redução do desemprego e o aumento do poder de compra. Os municípios também podem ver a requalificação de parques industriais, zonas históricas e zonas rurais, e, consequentemente, o aumento da atratividade do concelho, tanto para turistas como para moradores.

Participaram no inquérito 30 municípios portugueses.D.R.

Para além da disponibilização de espaços físicos, as startups reconhecem ainda o apoio dos municípios na realização de eventos relacionados com empreendedorismo, inovação e tecnologia. Talvez por isso também, 94% das startups inquiridas mantenha ainda apenas um escritório e, em território nacional.

Mesmo assim, há por onde melhorar: a maioria das startups entrevistadas aponta a necessidade de reforçar esse papel e implementar outras iniciativas e, as incubadoras referem especificamente os incentivos fiscais e apoio financeiro direto como áreas a melhorar.

Grão a grão enche a startup a carteira (de clientes)

Das startups inquiridas, em média demoraram 97 dias desde a criação à angariação do primeiro cliente. Os dados revelam ainda que o break-even (retorno do investimento) tarda 1,8 anos a chegar e, até conseguirem a primeira ronda de investimento, são precisos pelo menos cinco pitch a investidores.

A escolha do município pelas startups também não é feito ao acaso e, ainda que o local de nascimento dos fundadores seja o fator principal de escolha, há outras condicionantes a ter em conta, sobretudo no que toca à qualidade de vida: a rede de ensino, a proximidade de praias e trilhos de montanha, a oferta desportiva, equipamentos culturais, custo de vida e acesso a cuidados de saúde é o que 75% das startups indicaram que distingue o município em que se encontram sediados dos outros.

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