Auditoria à CGD promovida por Centeno custou um milhão de euros

  • ECO
  • 1 Agosto 2018

A auditoria da EY custou cerca de 700 mil euros, ao que se adicionou os custos da verificação pela PwC.

A auditoria à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD), promovida por Mário Centeno, custou cerca de um milhão de euros. O documento não é de conhecimento público, já que foi apenas enviado à Procuradoria-Geral da República.

A EY, antiga Ernst & Young, esteve encarregue da auditoria, cujos custos rondaram os 700 mil de euros. Foi ainda necessária uma verificação por parte da PwC, o que aumentou a fatura, avança o Jornal de Negócios (acesso pago).

A revisão das contas foi pedida para o período entre 2000 e 2015, depois de o Ministério Público revelar suspeitas de gestão danosa no banco do Estado, abrindo uma investigação. O documento final, que demorou cerca de um ano até ser entregue, encontra-se agora na posse do Ministério, em segredo de justiça.

A auditoria incidiu sobre a concessão de crédito, a alienação de ativos e as decisões estratégicas e de negócio. A capitalização pública do banco chegou a 3,9 mil milhões de euros.

Por lapso, o ECO escreveu que os custos com a EY foram de 700 milhões de euros mas, na verdade, foram de 700 mil euros. Notícia corrigida às 11h10 de 2 de agosto.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Auditoria à CGD promovida por Centeno custou um milhão de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião