Consumo de eletricidade atinge máximos com onda de calor. Pico foi ontem às 14h30

Numa altura em que os termómetros superam os 40 graus em várias regiões de Portugal, o ECO pediu à REN dados sobre o consumo de eletricidade no país. O consumo registado ontem foi de 151,4 GWh.

Durante o dia de ontem, os termómetros chegaram às temperaturas mais altas deste verão. Várias regiões do país superaram os 40 graus, o que fez disparar o consumo de energia. O ECO pediu à Redes Energéticas Nacionais (REN) — a empresa responsável pelo transporte de gás e eletricidade — dados sobre o consumo de energia e a companhia confirmou que esta quinta-feira houve um pico no consumo de eletricidade.

“O consumo registado ontem foi o mais elevado deste verão, com 151,4 GWh. A potência máxima, registada às 14h30, atingiu os 7.424 MW, que é igualmente o valor mais elevado deste verão”, afirmou a REN.

A onda de calor deverá persistir até ao final da tarde de domingo e, por isso, 11 distritos de Portugal já estão com aviso vermelho, o mais grave. De acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera, as temperaturas máximas vão continuar a registar valores elevados nos próximos dias.

Este verão ainda não se tinha feito sentir o calor habitual de julho e agosto, o que estava a refletir-se nos principais negócios de verão e em alguns produtos que, normalmente, veem as vendas aumentar.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Consumo de eletricidade atinge máximos com onda de calor. Pico foi ontem às 14h30

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião