Estado tem 200 obras de arte do ex-BPN fechadas num cofre

  • ECO
  • 3 Agosto 2018

Souza-Cardoso, Vieira da Silva e Paula Rego são alguns dos nomes que sobraram do caso dos Miró. O Estado ainda não sabe o que vai fazer com as obras do ex-BPN.

O Estado, através do veículo público Parvalorem, que gere três mil milhões de euros de ativos tóxicos do antigo banco BPN, tem guardadas num cofre cerca de 200 obras de arte cujo destino ainda não está decidido. O conjunto de obras conta com quadros de 88 artistas portugueses, entre os quais Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso ou Maria Helena Vieira da Silva, escreve o Público esta sexta-feira (acesso condicionado).

Ainda que o inventário das obras esteja feito – do documento consta o registo de 195 obras -, o diário contactou o Ministério das Finanças, que tutela a Parvalorem, no sentido de perceber qual seria o destino das obras, não tendo sido adiantada qualquer decisão.

“Oportunamente conversações com o Ministério da Cultura e aguarda uma clarificação, por parte do Estado, quanto ao eventual interesse de que uma parte das obras, ou a sua totalidade, permaneça na esfera pública, encontrando-se uma decisão final ainda em aberto”, disse ao Público Francisco Nogueira Leite, presidente da Parvalorem.

A maioria dos quadros estiveram guardados desde 2012, altura da privatização do banco, na antiga sede do BNU, em Lisboa, tendo sido recentemente colocadas numa “entidade especializada no armazenamento e transporte de obras de arte, com todas as condições de segurança 24 horas por dia e cobertas por adequados seguros”.

(Por lapso o título tinha a indicação de 20 obras, quando se tratam de 200. Pedimos as nossas desculpas aos visados e aos leitores)

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