Turistas, alojamentos e proveitos turísticos em Portugal duplicaram em cinco anos

Mais de 24 milhões de hóspedes, perto de seis mil estabelecimentos e 3,8 mil milhões de euros em proveitos da hotelaria. São estes os principais indicadores do turismo em 2017.

Em cinco anos, o turismo em Portugal atingiu o dobro da dimensão. Se, em 2012, o país tinha pouco mais de dois mil estabelecimentos turísticos, que faturavam menos de dois milhões de euros e recebiam 13 milhões milhões de hóspedes, o cenário é hoje bem diferente. No final de 2017, Portugal já tinha perto de seis mil estabelecimentos turísticos, recebia mais de 24 milhões de hóspedes e faturava mais de três milhões de euros.

O cenário é traçado com base nos números do Instituto Nacional de Estatística (INE), que, esta sexta-feira, publicou as estatísticas do turismo relativas a 2017, ano recorde para o setor em Portugal.

Foi nesse ano que, pela primeira vez, Portugal ultrapassou a fasquia dos 20 milhões de turistas. O INE vem agora rever em alta os valores que foram publicados inicialmente: em vez dos 20.641.900 hóspedes estimados, Portugal recebeu, afinal, 24.077.100 hóspedes no ano passado. É o equivalente a uma subida de 13% em relação a 2016 e quase o dobro em relação a 2012, ano em que Portugal recebia 13,8 milhões de hóspedes.

O tipo de hóspedes também sofreu alterações significativas. Se, em 2012, turistas residentes e não residentes em Portugal representavam uma proporção quase idêntica, em 2017 os turistas estrangeiros já representavam mais de 60% do total de hóspedes alojados em Portugal.

Também no que toca à oferta e às receitas arrecadadas a evolução é notória. Em 2012, Portugal tinha 2.028 estabelecimentos turísticos, que faturavam um total de 1,85 mil milhões de euros. Em 2017, já existiam 5.850 estabelecimentos de alojamento, que registavam proveitos totais de 3,8 mil milhões de euros.

Números do turismo duplicaram em cinco anos

Os números serão muito superiores se se tiver em conta todo o universo do alojamento local, que não é analisado pelo INE. Isto porque, nestas estatísticas, só são contabilizadas unidades de alojamento local com dez ou mais camas, o que exclui uma grande parte deste tipo de estabelecimentos, muitas vezes explorados em pequenas casas, com capacidade para menos de dez camas. E isto sem contar, também, com os alojamentos não registados.

Ao todo, por esta altura, estão registadas no Registo Nacional do Alojamento Local mais de 72 mil unidades. Segundo as explicações da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), regra geral, a maioria destas unidades conta com dois quartos, cada um com uma média de duas camas.

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