Algarve e Centro já registam desemprego na casa dos 5%

Desemprego está a descer em todas as regiões, acompanhando a tendência do país, mas há casos em que as taxas se situam na casa dos 5%: Algarve e Centro. Já as ilhas registam os níveis mais elevados.

Nenhuma região escapa à melhoria da economia portuguesa, com todas elas a apresentarem descidas acentuadas na taxa de desemprego no último ano, acompanhando a tendência do país. Mas já há casos em que o nível de desempregados se situa já na casa dos 5%, como o Algarve e a região Centro, bem abaixo da média nacional. Do outro lado, as regiões autónomas da Madeira e dos Açores continuam a registar as taxas mais elevadas.

Com a taxa de desemprego em Portugal a cair para 6,7% no segundo trimestre do ano, o nível mais baixo desde 2004, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sugerem que as regiões estão a aproveitar os bons ventos do crescimento económico e com os reflexos deste bom momento a evidenciarem-se no mercado de trabalho.

Algarve e Centro apresentam-se como as regiões onde as taxas de desemprego se situam-se bastante aquém daquilo que é a média nacional: entre março e junho, ambas regiões registaram um nível de desemprego de 5,3%, aproximando-se de níveis que alguns economistas indicam ser de pleno emprego e onde não é possível descer muito mais.

Já a Região Autónoma da Madeira (8,3%), a Região Autónoma dos Açores (8,2%), o Norte e a Área Metropolitana de Lisboa (7,2%, em ambas) e o Alentejo (6,9%) observam taxas acima da média nacional, indicam as Estatísticas do Emprego divulgadas esta quarta-feira.

No caso concreto da Madeira, embora continua a registar o nível de desemprego mais elevado em Portugal, a verdade é que foi justamente na ilha onde a taxa mais desceu no último ano: caiu dos 11% no segundo trimestre do ano passado para os 8,3% no passado trimestre, no que se traduz numa expressiva queda de 2,7 pontos percentuais em termos homólogos (em todo Portugal a descida homóloga foi de 2,1%).

Outras quedas acentuadas do desemprego deram-se no Algarve e no Norte, com recuos de 2,3 pontos — na situação algarvia, a entrada no período alto do turismo poderá ajudar a explicar o comportamento do mercado de trabalho.

Segundo o INE, estima-se que a situação de desemprego tenha afetado 351,8 mil pessoas em Portugal durante o segundo trimestre do ano, menos 109,6 mil face ao mesmo período de 2017.

(Notícia em atualizada às 12h15)

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