Presidente do Sporting diz que Bruno de Carvalho trazia uma “mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”

Bruno de Carvalho dirigiu-se a Alvalade com uma suposta providência cautelar para anular a sua destituição. Os dirigentes do Sporting afirmam que não existe qualquer decisão judicial.

Os dirigentes do Sporting, numa conferência de imprensa conjunta que foi liderada pelo presidente Artur Torres Pereira, contrapuseram esta sexta-feira que Bruno de Carvalho, que surgiu em Alvalade afirmando ter uma providência cautelar que o restauraria como presidente do clube, trazia “uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma”, visto não existir qualquer decisão judicial nesse sentido.

“O Sporting Clube de Portugal foi citado para tomar posição quanto a uma providência cautelar apresenta em tribunal” por Bruno de Carvalho, explicou Artur Torres Pereira aos jornalistas em declarações transmitidas pela SIC Notícias. O presidente do clube afirmou que o Sporting ainda pode pronunciar-se e que o tribunal não proferiu ainda qualquer decisão sobre esta providência cautelar, ao contrário do noticiado esta sexta-feira.

“Conclui-se afinal ser tudo mentira”, disse o presidente. “Não existia nem existe qualquer decisão judicial que suspenda a decisão dos sócios”, continuou, “e que permita ao ex-presidente assumir as suas funções”. Bruno de Carvalho terá então recusado retirar-se voluntariamente de Alvalade, “mesmo depois de comprovado que o que trazia era uma mão cheia de nada e outra cheia de coisa nenhuma”, acrescentou Artur Torres Pereira.

Esta tarde, Bruno de Carvalho garantia que fora reconhecido pela Justiça como “legítimo presidente da SAD e do clube” leonino. Em declarações aos jornalistas transmitidas pela SIC Notícias, o ex-líder sublinhou que todos os efeitos da Assembleia Geral de dia 23 de junho foram suspensos, ou seja, a sua destituição estaria anulada. “Não tenho dúvida nenhuma que está para muito breve o voltar a casa”, realçou.

Esta sexta-feira, Bruno de Carvalho entregou, em Alvalade uma providência cautelar, que anularia a decisão da sua destituição. Segundo avançou o Record, em causa está um documento emitido pelo Tribunal da Comarca de Lisboa, que terá dado razão à ilegalidade do resultado da Assembleia Geral de dia 23 de junho.

O antigo presidente dos leões nota, nesse sentido, que desde 1 de agosto que “as gentes de Marta Soares” sabem desta decisão do tribunal e que têm estado a tentar resistir ao seu regresso. “Neste momento, o presidente do Sporting e da SAD do Sporting chamam-se Bruno de Carvalho”, assinalou, embora já durante a tarde a Comissão de Gestão do Sporting tenha considerado “inválidos” os documentos apresentados por Bruno de Carvalho.

Esta manhã, Bruno de Carvalho chamou ao multidesportivo três agentes da PSP, dado não estar ninguém no local para o receber. Posteriormente, terá sido chamado à SAD, onde se encontra neste momento.

Pedro Proença já comentou a situação, mas optou por não dar muitas explicações: “Não faço qualquer tipo de comentário. Estamos cá para falar da Taça da Liga. Vamos promover a competição. Sobre a realidade dos clubes, não faço qualquer tipo de comentários, não é o momento oportuno de o fazer. Quando houver alguma coisa a adicionar, a Liga tomará posição”, disse, citado pelo Record.

Em comunicado citado pela SIC Notícias, José Maria Ricciardi também reagiu a esta notícia: diz que aguarda “serenamente” o desfecho dos acontecimentos, apelando a que os “interesses do Sporting” se mantenham em primeiro lugar.

No passado dia 23 de junho, no Altice Arena, Bruno de Carvalho foi destituído do cargo de presidente com 71,36% dos votos dos sócios do clube, sendo que apenas 28,64% votaram a favor da sua continuação.

(Notícia atualizada às 19h15 com as declarações dos líderes do clube)

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