Ikea Portugal muda de estratégia. E quer ser mais português

O Ikea quer apelar às memórias vividas nas casas, e também à personalização para atingir o público português. Conseguir uma casa verdadeiramente portuguesa com móveis da marca sueca é o desafio.

Pense na sua casa. Consegue imaginar outra pessoa a viver nela, ou imaginar-se noutro sítio? O novo objetivo da Ikea é que a resposta seja não. A marca sueca de móveis e decoração tem um novo posicionamento no mercado português, que se concentra na personalização da casa, e na empatia e na saudade pelos momentos que se vivem nela.

O novo slogan “Não há casa como a nossa” é referência a isso mesmo: ao cheiro da casa dos avós ou amigos, ou mesmo ao da nossa própria casa. Entrevistas a clientes e colaboradores foram o método escolhido pela marca para encontrar as histórias que tornam as casas únicas. Foram elas que inspiraram o estilo para cada coleção, que vão corresponder às estações do ano, e vão ser visualmente mais distintas do que o habitual. A primeira é o outono, e a chegada dos catálogos às caixas de correio, já antecipada por muitos clientes, vai começar esta semana. A nova linha de comunicação passa a substituir o foco de “viver mais a sua casa”, introduzido em 2004 em Portugal, para a ligação à casa e a saudade tipicamente portuguesa.

 

Capa do catálogo para 2019.Ikea

O Ikea chegou a Portugal há 14 anos, e tem cinco lojas no mercado: Alfragide, Loures, Braga, Matosinhos e Loulé. É o país onde tem dos índices “top of mind”, que medem a popularidade da marca, mais elevados, nos 71%. Mas não é possível chegar a toda a gente, pelo que esse se tornou outro dos objetivos. Tornar a marca mais acessível, quer em preços como fisicamente (ou o mais perto possível).

Uma equipa da marca foi a casa das pessoas, para perceber como vivem e utilizam os produtos, e de que forma os seus produtos podem ajudar. A empresa tentou também recolher o orçamento que as famílias podem despender com a casa e de que forma vão ao encontro dessa capacidade, também através do ajuste das lojas.

A comunicação da marca sueca continua a ter anúncios nos meios de comunicação tradicionais, na televisão, imprensa e rádio, mas está cada vez mais focada no digital. Quase 50% do investimento na comunicação é já dirigida para a área digital. “Estamos meio-meio e sentimo-nos muito confiantes com isso”, diz Helena Gouveia, responsável pelo marketing em Portugal.

Dentro do digital, o comércio online é uma grande aposta, no site que tem mais de nove mil produtos. Uma das iniciativas foca-se em realidade virtual, com uma nova funcionalidade que permite explorar cerca de cinco divisões da loja, que foram filmadas especialmente para o propósito. No smartphone ou no site da marca no computador, o utilizador pode circular pelas salas, ver os produtos de vários ângulos e, se decidir que gostou, adicioná-los ao carrinho de compras.

Na estratégia digital, os outros focos são a inteligência artificial, que utilizam para conversar com os clientes no Messenger e outras aplicações de chat, e ainda os dispositivos de voz. Em Portugal este mercado ainda não é grande, mas está a crescer na Europa, onde dispositivos como o Echo da Amazon e o Google Home estão a ganhar popularidade.

A marca quer ser uma inspiração para as pessoas, e apresenta várias sugestões de decoração das divisões. Para ajudar aqueles que gostariam de replicar uma divisão que viram na loja, o Ikea criou a “Escola da Casa”, que vai disponibilizar tutoriais de decoração (a publicar nas redes sociais do Ikea) e workshops nas instalações da marca.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ikea Portugal muda de estratégia. E quer ser mais português

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião