Qual o produto mais vendido nos hipermercados em Portugal?

No topo da lista dos produtos mais vendidos nos hipermercados só constam produtos alimentares. E há três na lista de líderes de vendas.

As idas ao supermercado são uma prática comum na rotina dos portugueses mas, perante a quantidade e variedade de produtos oferecidos nestes estabelecimentos, pode tornar-se complicado determinar qual o produto que lidera as vendas. Já alguma vez pensou em qual será o produto mais vendido nos hipermercados de Portugal? Afinal, o que será que os portugueses mais consomem? O ECO foi tentar obter precisamente estas respostas junto dos hipermercados que atuam no mercado português.

Sem limitar a questão a nenhuma categoria específica das prateleiras do hipermercado, o ECO perguntou e o Continente deu a resposta. Nos hipermercados do grupo Sonae, que conta com mais de 270 lojas em todo o país, há um produto que se destaca entre todos os outros na hora de passar pelas caixas de pagamento. Estamos a falar do leite, o produto mais vendido no Continente.

O número um do ranking foi desvendado, mas o Continente ainda avançou os outros dois artigos mais vendidos nas lojas. Num pódio composto por produtos de alimentação, o número dois das vendas vai para as bananas e, o número três, para o pão.

Por falar em pão, há um supermercado onde este é o produto que lidera as vendas. No Aldi, uma multinacional alemã que já abriu mais de 50 lojas em Portugal, o produto mais vendido é o pão. Mas, mais vendido em volume, porque, se analisarmos o mais vendido em valor, o número um passa para as bananas.

Ao que parece esta é a fruta que mais se vende nos supermercados de Portugal, pelo menos nos contactados pelo ECO. O Jumbo, que também respondeu à pergunta em questão, analisou as vendas deste ano, de janeiro a julho, e avançou que o que mais se vendeu no hipermercado pertencente ao grupo francês Auchan foi, precisamente, a banana importada.

Pode ser um pequeno-almoço… Um copo de leite, uma sandes e uma banana

Em suma, o leite, o pão e as bananas são os produtos que lideram os rankings dos produtos mais vendidos no Continente, no Aldi e no Jumbo, respetivamente.

Em Portugal, o consumo anual de leite durante o ano passado foi de 72,4 quilos por habitante. Um número que, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), tem vindo a diminuir quase consecutivamente. Em 2013, por exemplo, este consumo estava nos 80,2 quilos por habitante e, desde aí, só houve um ano em que o consumo aumentou. De 2015 para 2016, cada habitante aumentou 1,3 quilos de leite no seu consumo anual.

Quanto ao consumo de pão que, em Portugal, é um produto com mais de 100 variedades muito apreciado pela generalidade dos portugueses, na Europa, ronda os 63 quilos por habitante. O valor foi avançado pela Bread-Initiative, uma aliança informal de empresas de moagem de farinha, padeiros artesanais e industriais, fabricantes de ingredientes de padaria e de levedura, no último estudo sobre o consumo de pão. Em Portugal, situa-se entre os 50 e os 70 quilos anuais por habitante.

Fonte: Bread-Initiative

O estudo da Bread-Initiative concluiu, também, que os jovens consumidores comem menos pão. No entanto, quando o comem, fazem-no maioritariamente fora de casa, ao contrário dos consumidores mais velhos. Quanto ao género, são os homens que consumem mais pão, mas as mulheres comem uma variedade mais larga.

Quanto à fruta, não há dúvida de que, nos hipermercados mencionados até aqui, são as bananas que mais vão parar aos carrinhos de compras. Embora apenas no Jumbo sejam o produto mais vendido, tanto o Continente como o Aldi mencionaram o produto como um dos mais vendidos nas suas lojas.

Quando questionados sobre o mesmo assunto, tanto o Pingo Doce como o Lidl disseram que não conseguiam dar resposta. O Minipreço também não identificou o produto mais vendido a tempo da publicação desta peça.

Quanto custa produzir uma bola de Berlim? Os portugueses bebem muita cerveja? Quanto ganha um motorista da Uber? E um presidente de junta? A quem é que Portugal deve mais dinheiro? 31 dias e 31 perguntas. Durante o verão, o ECO preparou a “Sabia que…”, uma rubrica diária para dar 31 respostas.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Qual o produto mais vendido nos hipermercados em Portugal?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião