De onde vêm os turistas que mais visitam Portugal?

O turismo foi uma das grandes fontes de receita para o país no ano passado, com visitas de muitos estrangeiros. O país onde residem os turistas que mais nos visitam é o mesmo há mais de dez anos.

Portugal tem conquistado vários adeptos de outros países, visitas agora constantes. Já é difícil andar pelas ruas de Lisboa e não ouvir outras línguas e sotaques. Consegue apontar quem vem com mais frequência?

E se, a maior parte dos turistas tenta comunicar em inglês, aqueles que têm o idioma como língua-mãe são os que param em Portugal com mais frequência, uma tendência que se mantém há vários anos. Os visitantes do Reino Unido encheram os estabelecimentos turísticos no ano passado, e continuam a fazê-lo este ano.

Em 2017, Portugal recebeu 2,1 milhões de hóspedes do Reino Unido, que foram responsáveis por 20,9% do total das dormidas de não residentes, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Mas, entre outras agravantes, as temperaturas mais baixas deste verão terão sido menos atrativas para os britânicos, que viram os seus termómetros subir. De acordo com o INE, o mercado britânico recuou 9,8% em junho, face ao mesmo mês do ano anterior. Já no primeiro semestre do ano, apresentou uma diminuição homóloga de 8%, revela o INE.

“As temperaturas atípicas que se fazem sentir no norte da Europa e na Europa central vêm claramente influenciar a escolha” dos turistas, explica a Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) ao ECO. “Muitos ingleses e alemães, mercados tradicionais nos destinos Sol e Mar, estão a preferir ficar no seu país e fazer turismo interno”, constata fonte oficial da AHP.

Mesmo com esta diminuição, continuam a ser os principais fãs. Segundo os dados mais atuais, de janeiro a maio, 2,9 milhões de dormidas nos alojamentos turísticos de Portugal foram de residentes do Reino Unido. De notar que a dormida sinaliza a “permanência de um indivíduo num estabelecimento que fornece alojamento, por um período compreendido entre as 12 horas de um dia e as 12 horas do dia seguinte”, descreve o INE.

O destino preferido dos britânicos em 2017 foi o Algarve. Já os espanhóis preferiram o norte e o Alentejo, e a área metropolitana de Lisboa atraiu mais franceses.

E a seguir aos britânicos?

São os que mais vêm e mais tempo ficam: os britânicos são os verdadeiros fãs de Portugal. Quem se segue na lista? Os espanhóis vêm em grande número, mas ficam menos tempo. Olhando para os hóspedes espanhóis que vieram a Portugal em 2017, foram 1,9 milhões a atravessar a fronteira, ou seja, os segundos em maior número depois dos britânicos. Mas se tivermos em conta as noites dormidas, os espanhóis caem para quarto na lista, com 4,6 milhões de noites passadas em Portugal durante o ano passado.

Pelo inverso, os alemães foram os quartos em termos de hóspedes, com 1,6 milhões de germânicos, em 2017. Mas nas dormidas ficaram em segundo, 6,5 milhões nesse ano, ou seja, ficam mais tempo. As férias dos nativos da Alemanha denotam algumas tendências. Quanto à zona, preferem as ilhas — tanto Madeira como Açores têm mais visitantes oriundos desse país. E quanto à estadia, muitos preferem ficar num alojamento local já que, em 2017 foram os que registaram mais dormidas neste tipo de alojamento.

Este ano, até junho, os espanhóis continuam a ser o quarto mercado mais representativo nas dormidas, apesar de terem mostrado um aumento homólogo nesse mês, segundo as estatísticas do INE. Os alemães e os franceses ocupam o segundo e terceiro lugar, respetivamente. Fora da Europa, os mercados norte-americano e canadiano registaram um aumento na afluência este ano.

Quanto custa produzir uma bola de Berlim? Os portugueses bebem muita cerveja? Quanto ganha um motorista da Uber? E um presidente de junta? A quem é que Portugal deve mais dinheiro? 31 dias e 31 perguntas. Durante o verão, o ECO preparou a “Sabia que…”, uma rubrica diária para dar 31 respostas.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

De onde vêm os turistas que mais visitam Portugal?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião