Marcelo espera “caminho de diálogo” entre Governo e professores antes do debate orçamental

  • Lusa
  • 30 Agosto 2018

Presidente admite que o arranque do ano escolar "possa ser aqui ou ali um bocadinho condicionado pela chegada dos professores e sua adaptação às escolas".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a expectativa de que seja possível encontrar “um caminho de diálogo” entre Governo e professores em setembro, antes do início do debate do Orçamento do Estado.

À margem da 3.ª edição da Festa do Livro em Belém, o chefe de Estado foi questionado se a colocação dos professores hoje conhecida, que alguns partidos apontaram como tardia, poderá provocar instabilidade no arranque do ano letivo.

“Eu espero que não exista, mas admito que o arranque possa ser aqui ou ali um bocadinho condicionado pela chegada dos professores e sua adaptação às escolas”, referiu, lembrando que o ano letivo não arranca ao mesmo tempo em todos os locais.

Questionado sobre as suas principais preocupações, no primeiro dia de regresso ao trabalho depois de terminar as suas férias, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou o desejo de que “o ano letivo comece bem”.

“Outra preocupação, mas pela positiva, é que seja possível encontrar antes do debate do Orçamento do Estado um caminho de diálogo com os professores, durante o mês de setembro”, afirmou.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) reafirmou que não abdica de um único dia do tempo de serviço congelado dos docentes e anunciou uma greve e uma manifestação nacional para outubro, caso não seja alcançado um entendimento com o Governo.

Na primeira conferência de imprensa após as férias, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, explicou que a manifestação será em 05 de outubro, com a greve a acontecer em data a acordar com outras estruturas sindicais, com as quais se reúne já na sexta-feira.

A greve e manifestações, salientou Mário Nogueira, dependerão das respostas do Governo na reunião marcada para 07 de setembro.

“Não estamos disponíveis para manobras dilatórias. Não vamos estar mais um ano em compromissos e textos. Já demos para esse peditório”, avisou o sindicalista.

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