Montepio sai de Moçambique. Vende toda a posição no capital do Banco Terra

O banco liderado por Carlos Tavares vendeu 45,78% do capital social do BTM - Banco Terra a uma holding holandesa. Valor do negócio não foi revelado.

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) vai sair de Moçambique. O banco liderado por Carlos Tavares revela, em comunicado enviado à CMVM, que chegou a acordo para a venda de toda a participação que tinha no capital do Banco Terra a uma holding holandesa. Não é revelado o valor da operação.

“A CEMG informa que a sua participada Montepio Holding, SGPS, acordou a venda da participação de 45,78% do capital social do BTM – Banco Terra”, refere em comunicado.

A venda foi feita à “Arise, uma holding criada em conjunto pelo fundo soberano norueguês Norfund, pelo banco de fomento holandês FMO e pelo Rabobank para apoiar o crescimento em África através de investimentos em instituições financeiras africanas”, acrescenta o banco.

“Com esta venda o Grupo CEMG deixa de deter qualquer participação no Banco Terra, no âmbito da redefinição estratégica das suas participações internacionais“, salienta a instituição. O Montepio tinha uma posição nesta instituição financeira de direito moçambicano desde 2012.

Recorde-se que já no relatório e contas de 2017 o banco apontava para a venda desta posição, mas também noutras operações em África. “Em relação às participações financeiras detidas nas subsidiárias em Angola e Moçambique importa referir que a CEMG se encontra num processo negocial com um conjunto de investidores com vista a recentrar a abordagem para o mercado africano tendo em vista a desconsolidação do Finibanco Angola S.A. e BTM – Banco Terra”, notava.

"Com esta venda o Grupo CEMG deixa de deter qualquer participação no Banco Terra, no âmbito da redefinição estratégica das suas participações internacionais.”

Montepio

Apesar da venda, o Montepio nota que “o negócio – que inclui uma opção para uma eventual entrada do Montepio na Arise – vem reforçar e aprofundar a parceria estabelecida entre as duas instituições, que se comprometem a estudar conjuntamente oportunidades futuras de investimento no continente africano”.

(Notícia atualizada às 18h22 com mais informação)

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