Portugal com o terceiro maior recuo no desemprego na UE em julho

Em julho, a taxa de desemprego na Zona Euro manteve-se nos 8,2% e na Europa a 28 recuou para 6,8%. Portugal registou a terceira descida homóloga mais acentuada.

Pelo terceiro mês consecutivo, em julho, a taxa de desemprego na Zona Euro fixou-se nos 8,2%, mantendo-se em mínimos de novembro de 2008. De acordo com os dados divulgados, esta sexta-feira, pelo Eurostat, na Europa a 28 a taxa em causa baixou para 6,8%. No mês passado, todos os Estados-membros viram o número de desempregados encolher, em termos homólogos, tendo Portugal registado a terceira maior diminuição. A taxa de desemprego lusa fixou-se nos 6,8%, valor que compara com os 8,9% de julho de 2017.

Em julho, a taxa de desemprego no espaço da moeda única manteve-se nos 8,2%, o que representa a manutenção do valor registado no mês anterior e um recuo face aos 9,1% registados em julho de 2017. No conjunto dos 28 Estados-membros, a taxa em causa emagreceu, por sua vez, para 6,8%, menos 0,1% do que em junho e menos 0,8% do que em julho do ano passado. Este é o valor mais registado na Europa a 28 desde abril.

De acordo com os dados avançados pelo Eurostat, em termos homólogos, todos os Estados-membros viram a taxa de desemprego recuar, tendo sido registadas as maiores descidas no Chipre (de 10,7% em julho de 2017 para 7,7% em julho deste ano), na Grécia (de 21,7% para 19,5%), em Portugal (de 8,9% para 6,8%) e na Croácia (de 10.9% para 8,8%).

Além disso, foi na República Checa (2,3%), na Alemanha (3,4%) e na Polónia (3,5%) que se verificaram as taxas de desemprego mais baixas de julho deste ano. Em contraste, na Grécia (19,5%) e em Espanha (15,1%) registaram os valores mais elevados.

Na quinta-feira, o INE já tinha avançado que, em Portugal, a taxa de desemprego se tinha fixado, à semelhança do mês anterior, nos 6,8%, a taxa mensal mais baixa desde setembro de 2002.

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