Portugal abaixo da média europeia na despesa com transportes. Mas gasta mais que Espanha, Itália e Alemanha

Portugal gasta 1,7% do PIB a investir em transportes, menos do que os 1,9% investidos, em média, pelos países da União Europeia. Luxemburgo está no topo.

Portugal gasta 1,7% do produto interno bruto (PIB) com transportes, uma proporção que fica abaixo da média europeia. O Estado português é o sétimo país da União Europeia que menos investe neste setor, mas, ainda assim, gasta mais em transportes do que Espanha, Itália ou Alemanha.

Os dados, publicados esta terça-feira pelo Eurostat, dizem respeito a 2016. O gabinete de estatísticas europeu considera todo o investimento público feito na administração, regulação construção e manutenção de infraestruturas de transportes (incluindo estradas, ferrovia e transportes aéreos e marítimos). Também é contabilizada a operação das empresas de transportes públicos, assim como quaisquer subsídios ou apoios ao investimento a privados que operem neste setor.

Tudo somado, os países da União Europeia gastam uma média de 1,9% do PIB em transportes, valor que cai para 1,8% quando se considera apenas a Zona Euro. No topo está o Luxemburgo, que investe 3,7% do PIB em transportes, seguido da Hungria e da República Checa, com investimentos de 3,5% em ambos os casos.

Abaixo da média europeia estão dez países: França, Lituânia, Reino Unido, Portugal, Itália, Alemanha, Espanha, Malta, Irlanda e Chipre, este último com um investimento de apenas 0,6% do PIB em transportes.

Portugal investe 1,7% do PIB em transportes

Investimento dos países da União Europeia em transportes. Valores em percentagem do PIB. Fonte: Eurostat

Considerando que o PIB português em 2016 era de 174,5 mil milhões de euros, o investimento de 1,7% do PIB significa que o Estado gastou, nesse ano, 2,97 mil milhões de euros com transportes. Estes dados surgem numa altura em que o Governo tem sido alvo de críticas pelo estado de degradação da ferrovia e pela falta de qualidade do serviço prestado pela CP. Esta terça-feira, o presidente da transportadora pública será ouvido no Parlamento.

(Notícia atualizada às 9h42 com mais informação)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Portugal abaixo da média europeia na despesa com transportes. Mas gasta mais que Espanha, Itália e Alemanha

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião