STE diz que Governo mostra “abertura para negociar” reinvindicações

  • ECO
  • 5 Setembro 2018

Maria Helena Rodrigues disse que, durante o encontro, sentiu da parte do Governo “abertura para negociar”, mas, ressalvou, que o aumento de 3% é o “mínimo” que a Frente Sindical exige.

O Sindicato dos Quatros Técnicos do Estado (STE), que lidera a Frente Sindical, disse esta quarta-feira que esperava já ter recebido uma contraproposta do Governo, mas garantiu que o Executivo mostrou “abertura para negociar” as reivindicações que os funcionários públicos apresentaram ao Executivo. Em causa estão aumentos salariais e de descongelamento das carreiras, os sindicatos vão enfrentar um Governo que já disse que não há margem para subidas de salários e que tem vindo a adiar soluções para o descongelamento de carreiras.

“Esperávamos ter já uma contraproposta do Governo, mas reafirmámos as nossas prioridades, que é tudo o que está no caderno reivindicativo”, disse a presidente do STE, Maria Helena Rodrigues, que falava aos jornalistas após uma reunião no Ministério das Finanças, em Lisboa, com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Maria de Fátima Fonseca, e com o secretário de Estado do Orçamento, João Leão.

Para a líder do STE, se existem sinais de que o “país está a melhorar e a gerar riqueza”, esta deve ser “distribuída pelos trabalhadores”.

Na proposta reivindicativa, aprovada em julho, a Frente Sindical reclamou aumentos salariais de 3% para 2019, o descongelamento total das carreiras, a redução dos descontos para a ADSE e a despenalização das reformas antecipadas. Esta Frente Sindical reivindicou ainda a recuperação dos três dias de férias perdidos em 2014 e um subsídio de refeição de seis euros.

Maria Helena Rodrigues disse também que, durante o encontro, sentiu da parte do Governo “abertura para negociar”, mas, ressalvou, que o aumento de 3% é o “mínimo” que a Frente Sindical exige. A responsável do STE indicou que a estrutura sindical não põe de lado a possibilidade de avançar com “formas de luta”, sendo a greve a última, caso o Governo não acolha as propostas apresentadas.

O Governo também já esteve reunido com a Federação Sindical da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP) que, à saída do encontro, garantiu não aceitar “qualquer congelamento” salarial, apesar de estar disponível para negociar com o Governo uma contraproposta ao caderno reivindicativo da estrutura.

“Dissemos ao Governo que não aceitamos qualquer congelamento de salários para o futuro, já chega de congelamentos”, disse o secretário-geral da FESAP, José Abraão. No caderno reivindicativo da FESAP, entregue hoje ao Governo, consta a exigência de um aumento de 3,5% em todos os salários e pensões, bem como a atualização do subsídio de refeição para seis euros e a retoma dos 25 dias úteis de férias.

Tal como o STE, José Abraão garantiu que se as propostas da FESAP “não merecerem acolhimento” pelo Governo, a “luta e a greve [são] a última arma” a utilizar. “Utilizaremos sempre que encontrarmos dificuldades neste caminho em passar do discurso à prática, mais do que encontrar caminhos alternativos para dizerem que continuam a melhorar os nossos rendimentos”, indicou, na altura.

Esta tarde o Governo vai ainda reunir-se com a Frente Comum.

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