Toys “R” Us quer abrir 35 novas lojas na Península Ibérica em cinco anos

  • Lusa
  • 13 Setembro 2018

Depois de ter sido resgatada pela portuguesa Green Swan, a Toys "R" Us planeia abrir 35 lojas na Península Ibérica, nos próximos cinco anos. Vai reforçar ainda aposta na loja online.

A cadeia de brinquedos Toys “R” Us apresentou esta quinta-feira, em Madrid, um plano de abertura de 35 novas lojas em Portugal e Espanha, depois de ter sido resgatada pela portuguesa Green Swan a fundos norte-americanos que a queriam liquidar.

O presidente executivo da Toys “R” Us em Portugal e Espanha, Paulo Sousa Marques, explicou, num encontro com jornalistas, que a empresa pretende nos próximos cinco anos inaugurar nos dois países da Península Ibérica cerca de 10 novas lojas de dimensão idêntica às existentes e 25 mais pequenas e vocacionadas para estarem localizadas no centro das cidades.

A conhecida cadeia de lojas que vende brinquedos e jogos anunciou que vai abrir novas lojas em Espanha “ao longo dos próximos meses” e no próximo sábado inaugura o primeiro desses espaços, num grande centro comercial de Madrid, que foi apresentado como “um primeiro passo da futura filosofia” da empresa.

A Toys “R” Us vai fazer “uma aposta importante” e “investir mais do que anteriormente” na sua loja online (venda à distância por internet), assegurou Paulo Sousa Marques.

O responsável da empresa avançou que está convencido de que o potencial da cadeia de lojas de brinquedos está também no centro das cidades, nomeadamente com a abertura de pequenas lojas, que vão começar a ‘franchisar’ no início de 2019.

“Queremos passar a atrair os clientes a partir do momento em que um bebé ainda está na barriga da mãe” e “captar novas categorias de clientes, como a das crianças-adultos”, explicou o presidente executivo da empresa.

As lojas no futuro vão ter mais empregados e espaços onde os clientes vão poder interagir com os produtos, em vez da situação atual em que o cliente vai ao balcão comprar uma caixa fechada com um brinquedo/jogo dentro. “Queremos que a loja seja uma experiência para pais e filhos”, resumiu Sousa Marques.

Por seu lado, o presidente do Conselho de administração da Green Swan, Paulo Andrez, mostrou-se convencido da existência de “um potencial grande de crescimento” da Toys “R” Us. “É o início de uma viagem que, penso, vai ser muito bem-sucedida”, disse o responsável da empresa que investiu cerca de 80 milhões de euros na Toys “R” Us.

Paulo Andrez sublinhou que “será feito um esforço” para ter um maior número de fornecedores portugueses e espanhóis, com “novas oportunidades” a serem dadas a empresas inovadoras neste setor dos dois países ibéricos, o que também irá significar um aumento indireto da mão-de-obra.

“Estávamos limitados à estratégia que era decidida nos Estados Unidos” e, “a partir de agora, podemos fazer o que nos parecer melhor” para o mercado ibérico, resumiu Paulo Sousa Marques.

Segundo dados do presidente executivo, a incerteza com que a empresa viveu nos últimos meses, deverá implicar uma diminuição das vendas em 2018 para 175 milhões de euros.

“Queremos voltar aos cerca de 200 milhões de euros de vendas anuais nos próximos anos” e “em outubro lançamos uma campanha forte para dizer aos clientes que ainda estamos aqui”, disse o presidente executivo da empresa.

A Toys “R” Us chegou a Espanha em 1991 onde, atualmente, tem 51 estabelecimentos, enquanto em Portugal está desde 1993 e tem 10 lojas.

O até há pouco diretor-geral para a Península Ibérica e França, Jean Charretteur, também presente no encontro, explicou que a empresa teve um “passado tumultuoso”, mas, depois de muitas incertezas, “conseguiu salvar-se” a companhia dos ‘edge funds’ norte-americanos que a queriam liquidar. “Decidimos salvar a companhia e impedir que em Espanha e Portugal não de passasse o mesmo que nos Estados Unidos”, afirmou Jean Charretteur.

A Toys “R” Us era inicialmente uma multinacional norte-americana fundada em 1948 que chegou a ter uma rede internacional de 1.500 lojas de brinquedos.

A empresa entrou em processo de falência em 2017 nos Estados Unidos e em março deste ano anunciou o fecho das lojas na Europa.

A marca acabou por ser liquidada nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, mas conseguiu sobreviver, pelo menos, em Portugal, Espanha, Canadá, Alemanha, Áustria e Suíça, através de diferentes soluções financeiras.

Nos dois países ibéricos a empresa paga direitos de imagens e pode utilizar a marca Toys “R” Us pelo menos nos próximos 20 anos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Toys “R” Us quer abrir 35 novas lojas na Península Ibérica em cinco anos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião