Portugal entre países da Europa onde salários cresceram menos

A seguir ao Luxemburgo, Espanha e Holanda, foi em Portugal que o custo de trabalho menos cresceu em termos homólogos, no segundo trimestre do ano. Subiu apenas 1,4%.

Há apenas três países europeus onde o custo do trabalho cresceu menos em termos homólogos do que em Portugal, no segundo trimestre do ano. De acordo com os dados avançados, esta sexta-feira, pelo Eurostat, o custo da mão-de-obra subiu, de abril a junho, 2,2% na Zona Euro e 2,6% na Europa a 28 face ao mesmo período de 2017. Por cá, registou-se um crescimento de 1,4%.

Segundo o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o custo do trabalho é divido numa componente salarial e não salarial (como por exemplo os descontos que as empresas fazem para a Segurança Social). No que diz respeito à primeira, verificou-se uma subida homóloga de 1,9%, na Zona Euro e 2,6% na União Europeia, na segunda metade do primeiro semestre. Já quanto à segunda componente, registou um avanço de 2,9% no espaço da moeda única e de 2,6% na Europa a 28 face ao mesmo período do ano anterior.

Em relação aos setores que mais viram o custo de mão-de-obra subir, destaque para a construção (2,7% na Zona Euro e 4,1% na União Europeia) e para a indústria (2,2% na Zona Euro e 2,8% na União Europeia). Nos serviços, o avanço foi de 2,5% no espaço da moeda única e 2,7% na Europa a 28.

No segundo trimestre do ano, foi na Roménia (15,6%), na Letónia (11,7%) e na Hungria (10,2%) que mais subiu o custo de mão-de-obra. Pelo contrário, o Luxemburgo (0,6%), Espanha (0,7%) e Holanda (0,9%) ocupam a base dessa tabela.

Portugal, por sua vez, ocupa o quarto lugar desse ranking a contar do fim. Por cá, o custo do trabalho cresceu 1,4%, de abril a junho, quando comparado com o mesmo período do último ano. No que diz respeito à componente salarial, registou-se uma subida de 1,2%; a componente não salarial avançou 2,1%.

Por outro lado, apesar de Portugal ter ficado abaixo da média comunitária, registou uma aceleração significativa do custo do trabalho face ao primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, tinha recuado 1,3%, depois de ter subido quase 4%, no último trimestre de 2017. Essa tendência de aceleração também foi registada na Zona Euro (de 2,1% no primeiro trimestre passou para 2,2% no segundo). Pelo contrário, a Europa a 28 verificou uma evolução inversa: tinha crescido 2,8%, entre janeiro e março, e subiu agora 2,2%.

Além disso, no segundo trimestre do ano, na indústria lusa, o custo do trabalho cresceu 5,6%; na construção, subiu 3,3%; e nos serviços, avançou 1,7%.

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