Farfetch sobe preço de venda das ações para 17 a 19 dólares. Estreia-se esta semana em Nova Iorque

  • ECO
  • 19 Setembro 2018

A Farfetch vai estrear-se esta semana na bolsa de Nova Iorque. E há muitos interessados. Tantos que a empresa aumentou o intervalo de preços de venda das ações para 17 a 19 dólares.

A Farfetch está a atrair muitos investidores. Tantos que, a dias da sua estreia na bolsa de Nova Iorque, a empresa decidiu aumentar o intervalo de preços a que está a vender as ações na Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla inglesa) dos 15 a 17 dólares por ação para 17 a 19 dólares, diz o Financial Times. Ao preço máximo, fica avaliada em 4,7 mil milhões de euros.

A retalhista de moda de luxo criada pelo empreendedor português José Neves passará a apresentar uma avaliação ainda mais elevada do que o previsto com base nos preços inicialmente apresentados no prospeto enviado à SEC. Aumentando o intervalo inicial de preços, a empresa vê a sua avaliação subir de um máximo de 3,92 mil milhões para até 4,7 mil milhões de euros (5,5 mil milhões de dólares).

A avaliação que a colocação em bolsa permite fazer da Farfetch ficará, assim, acima do que era antecipado pelo mercado, em torno dos cinco mil milhões de dólares. Atualmente, antes da entrada em bolsa, a empresa vale cerca de 1,5 mil milhões, depois de sucessivas rondas de financiamento.

O Goldman Sachs, JPMorgan, Allen & Co e o UBS são os bancos de investimento responsáveis pela operação de colocação destes títulos, sendo que poderão também vir a colocar uma outra tranche, de 5,63 milhões de ações, de acordo com a informação apresentada no prospeto enviado à SEC. O prazo para a colocação de ordens está prestes a terminar, sendo esperado que as ações comecem a negociar em Nova Iorque ainda esta semana.

A entrada em bolsa acontece numa altura em que apesar de registar prejuízos, tem conseguido apresentar aumentos expressivos das receitas. A 20 de agosto, altura em que avançou com o processo de admissão, a Farfetch revelou que entre janeiro e junho deste ano registou prejuízos de 68,4 milhões de dólares, refletindo um agravamento de 133% face ao mesmo período do ano passado. No total do ano passado, a empresa apresentou prejuízos de 112 milhões (contra 81 milhões em 2016).

Não é só pelo facto de registar prejuízos (desde 2015) que a empresa não pretende pagar dividendos. Nos documentos entregues à SEC, a CMVM dos EUA, a Farfetch já avisou que vai querer manter fundos disponíveis para financiar o desenvolvimento da sua atividade numa indústria global de bens e acessórios de luxo.

“Não antecipamos qualquer pagamento de dividendos no futuro previsível. Pretendemos reter todos os fundos disponíveis e quaisquer lucros futuros para financiar o desenvolvimento e expansão do nosso negócio”, afirmou a empresa. “Contudo, se pagarmos dividendos relativos às nossas ações ordinárias no futuro, vamos pagar tal dividendo com base nos nossos lucros”.

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