Banco Montepio aumenta lucros em 21% para 15,8 milhões no primeiro semestre

O lucro do Montepio aumentou em 21,1% no primeiro semestre do ano para 15,8 milhões de euros, com o banco a registar menos imparidades para crédito.

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) aumentou os lucros em 21,1% para 15,8 milhões de euros no primeiro semestre do ano, num desempenho influenciado pelo registo de menos imparidades para crédito.

O montante de imparidades e provisões caiu em 33,2% para 59,5 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano, ajudando a melhorar as contas do banco liderado por Carlos Tavares.

Até porque a margem financeira (que resulta dos rendimentos obtidos com juros recebidos nos empréstimos menos os juros pagos nos depósitos) caiu 6,3% para 134,4 milhões de euros, devido sobretudo à redução da carteira de crédito — o montante de empréstimos a clientes caiu quase 8% para 14,8 mil milhões de euros. Por outro lado, o banco deixou de contar com juros recebidos da dívida pública, após ter vendido uma carteira de títulos de 1.000 milhões de euros no ano passado — no primeiro semestre do ano passado, a dívida pública rendeu 20 milhões.

Esta quebra da margem financeira foi parcialmente compensada pelo aumento dos rendimentos com comissões bancárias em 4% para 57,4 milhões de euros.

Contas feitas, o produto bancário caiu 3,5% sobretudo pela diminuição da margem financeira.

No lado do balanço, além da diminuição do stock de crédito devido à política mais cautelosa na análise de risco e preço, os depósitos da CEMG aumentou 7,4% para 12,5 mil milhões de euros (mais 855 milhões face a julho do ano passado).

O Montepio chegou a julho com o rácio de capital de 13,5%.

Aquando da apresentação dos resultados semestrais, Carlos Tavares revelou que a CEMG vai mudar de nome comercial até final do ano e anunciou ainda a abertura de uma dezena de balcões low cost, isto no âmbito do denominado Novo Plano de Transformação, cujos pormenores vão ser revelados em breve.

(Notícia atualizada às 18h35)

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