Banco Montepio vai mesmo mudar de nome comercial até final do ano

Caixa Económica Montepio Geral vai mudar a sua marca comercial até final do ano. Mas há mais mudanças em vista. O Montepio vai reforçar a sua rede comercial com a abertura de dez balcões.

A Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) vai mesmo ter uma nova designação comercial até final do ano, adiantou Carlos Tavares aos jornalistas, sem revelar o nome da nova marca.

Estatutariamente, a CEMG vai manter o nome, mas a forma como o banco se apresentará ao mercado através dos balcões vai mudar nos próximos meses.

Em maio, aquando da apresentação dos últimos resultados, Carlos Tavares sublinhou que, na hipótese de o banco mudar de marca, a designação “Montepio” seria para manter.

A mudança de nome da CEMG tem estado em cima da mesa nos últimos anos, com os reguladores a apelarem para uma maior diferenciação entre o banco e o seu único acionista, a Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG). Mas tem havido muitas posições contraditórias não só do lado do banco, como do próprio Banco de Portugal.

Esta é uma das medidas previstas no Novo Plano de Transformação e que vai trazer mais mudanças. Alguns dos pormenores foram avançados esta quinta-feira num encontro do presidente do Montepio com os jornalistas, após a CEMG ter apresentado uma subida de 21,1% do lucro para 15,8 milhões de euros na primeira metade do ano, com o menor registo de imparidades a ajudar.

Banco contraria fecho de balcões. Vai abrir dez até final do ano

Será uma espécie de balão de ensaio. Numa altura em que a banca está a fechar balcões, o Montepio vai reforçar a sua rede comercial com a abertura de dez balcões até final do ano. Serão pequenas unidades localizadas fora dos grandes centros urbanos, com dois ou três funcionários. “Procuramos estar mais onde os outros estão menos”, afirmou Carlos Tavares, presidente do banco.

“O banco vai ensaiar um projeto de abertura de pequenos balcões, com custos controlados e em zonas com potencial para ser rentabilizado”, adiantou. “Estudamos todas as freguesias, temos claro onde há espaço e necessidade de serviço bancário”, explicou o presidente do Montepio.

Estas unidades vão ter custos relativamente baixos para permitir “uma reaproximação realista” aos clientes com maior défice em termos de serviços bancários mas sem representar um aumento de custos para o banco.

Por outro lado, a CEMG vai também promover alterações no horário de funcionamento dos balcões a estudar, fora dos expediente normal, a exemplo do que já fazem outros bancos.

Montepio Investimento também muda de nome este ano

Com o denominado Novo Plano de Transformação, Carlos Tavares também vai dar novo fôlego ao Montepio Investimento. Vai mudar de designação também até final do ano e terá novas funções.

“O Montepio Investimento estava em desativação e estava destinado a acabar”, disse o presidente do Montepio. “Vamos recriar o Montepio Investimento para ser um banco de empresas, que inclui a corporate banking e banca de investimento”, revelou, acrescentando que deverá funcionar com 30 trabalhadores.

“Procuramos criar algo que será realmente original”, rematou.

Em termos de objetivos quantitativos, Carlos Tavares pretende chegar a 2023 com um rácio de crédito malparado inferior a 5% do total do ativo, face ao rácio de 17% atingido no final do ano passado. Em termos de quota de crédito, espera vir a deter 7,3% dentro de cinco anos — acima da quota de 6,2% do final do ano passado.

(Notícia atualizada às 18h46)

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