BCP dispara 3% à boleia da Moody’s. Lisboa não escapa ao vermelho

O banco foi o principal destaque positivo numa sessão em que a bolsa nacional encerrou com uma queda muito ligeira. Na Europa, o dia foi de ganhos.

O BCP foi a estrela da sessão lisboeta, mas o disparo de quase 3% dos seus títulos foi insuficiente para ditar ganhos na bolsa nacional. O índice PSI-20 encerrou em queda ligeira, em contraciclo com a Europa.

O PSI-20 terminou a sessão recuar 0,21%, para os 4.996,54 pontos, com a maioria dos seus 18 títulos com sinal negativo.

O rumo do índice bolsista português foi ditado pelo deslize sofrido pelos títulos do retalho, com a Sonae a ser a o principal destaque negativo. As ações da holding encabeçaram as quedas em Lisboa ao protagonizarem um deslize de 3,67%, para os 84 cêntimos. O título alivia assim após o disparo de mais de 5% registado na sessão de sexta-feira após a desistência da oferta pública de venda da Sonae MC.

No mesmo sentido seguiu também a Jerónimo Martins, cujos títulos sofreram um recuo de 0,65%, para os 11,39 euros.

A Galp Energia foi outro dos pesos pesados a contribuir para o desfecho negativo da sessão lisboeta. As suas ações recuaram 0,51%, para os 15,57 euros, apesar de a petrolífera ter anunciado nesta segunda-feira um aumento de 11%, em termos homólogos, na produção de petróleo no terceiro trimestre.

O desempenho do PSI-20 acabou por não ser mais negativo em resultado do avanço sobretudo dos títulos do BCP, mas também da EDP. As ações do banco liderado por Miguel Maya dispararam 2,9%, para os 23,44 cêntimos, depois de na sexta-feira passada, a Moody’s ter retirado a classificação da dívida portuguesa de “lixo”, movimento que também foi acompanhado nesta segunda-feira pelo alívio dos juros soberanos nacionais.

Na sexta-feira o BCP também anunciou a convocação de uma assembleia de acionistas para 5 de novembro, evento onde os pontos da ordem de trabalhos abrem portas ao caminho dos dividendos.

Em alta, destaque ainda para a EDP cujas ações valorizaram 0,43%, para os 3,066 euros. Isto apesar de o Capital Group se ter desfeito da totalidade da posição que ainda detinha na elétrica liderada por António Mexia.

(Notícia atualizada às 17h00 com mais informação)

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