Rio acusa Governo de partidarizar Energia com Galamba como secretário de Estado

  • Lusa
  • 15 Outubro 2018

"Não se conhece ao deputado João Galamba grande formação na área da energia. Penso que não tem nenhuma formação específica na área", disse o presidente dos social-democratas.

O presidente do PSD acusou esta segunda-feira o Governo de estar a “partidarizar a pasta da Energia”, reagindo a notícias que dão conta de que o deputado do PS João Galamba é o novo secretário de Estado da Energia.

Em declarações aos jornalistas à entrada para um encontro com militantes do PSD em Aveiro, o líder do PSD realçou que o setor da energia “é um lugar político, mas tem uma componente técnica forte”, adiantando que “não se conhece ao deputado João Galamba grande formação na área da energia”. “Penso que não tem nenhuma formação específica na área da energia. Sendo assim, vejo muito mais aqui a questão de uma certa partidarização da pasta da Energia, do que propriamente colocarmos um técnico que sabe bem aquilo que o setor precisa”, afirmou.

A confirmar-se a escolha do antigo porta-voz do PS para assumir a pasta deixada vaga por Jorge Seguro Sanches, o líder do PSD considera que se trata de “um mau sinal”, ainda por cima, numa altura em que diz haver “uma tensão entre o Governo e as energéticas, particularmente a EDP”. “A partidarização não augura nada de positivo e o anterior secretário de Estado estava a fazer um percurso que demonstrava alguma independência, alguma autonomia, nas suas políticas e nas suas decisões. Prevejo que agora não seja assim, mas vamos ver”, concluiu.

O Presidente da República deu hoje posse aos novos ministros da Defesa, da Economia, da Saúde e da Cultura. Na sequência de uma alteração orgânica, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, tomou posse como ministro do Ambiente e da Transição Energética, pasta até então no Ministério da Economia.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Rio acusa Governo de partidarizar Energia com Galamba como secretário de Estado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião