Porsche quer criar fábrica 100% ecológica em 2025

O objetivo é, com fábricas de emissões zero, reduzir o impacto ambiental. Além disso, a construtora automóvel vai também investir em "fábricas inteligentes".

Os condutores, por um lado, devem reduzir a utilização dos automóveis, por questões de impacto ambiental. Os construtores automóveis, por outro, vão ter que reduzir também esse impacto aquando da produção. Os carros terão, assim, que ser livres de emissões poluentes e as fábricas também. A Porsche já se adiantou e anunciou que quer criar fábricas 100% ecológicas, com zero emissões poluentes. O ano de 2025 é apontado como a data para a sua concretização, avança o El Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol).

O processo levará algum tempo, pois, conforme explica Albrecht Reimold, membro da Junta de Administração de Produção e Logística da Porsche, a fabrica “não só é neutral em carbono, como também fabrica produtos que são 100% reciclados. Também temos de convencer os nossos fornecedores a juntarem-se a nós nesta viagem”.

A marca de automóveis desportivos já está, de resto, a implementar um conjunto de medidas para fazer com que a produção do novo Taycan — o seu primeiro automóvel 100% elétrico, um GT de quatro portas de luxo, posicionado entre o Panamera e o Cayenne — seja sustentável e espera que os resultados não demorem a fazer-se sentir. “Já estamos quase a alcançar uma meta nesse caminho. Esperamos que o início da produção do Taycan em Zuffenhausen seja neutral em termos de carbono”, afirmou.

Para a produção deste novo modelo, a Porsche decidiu abrir uma nova oficina de pintura e uma área de montagem, que resultou num investimento que ronda os 700 milhões de euros. A expectativa, de acordo com Reimold, é que as vendas do Taycan ultrapassem as 20 mil unidades por ano.

Este investimento deverá contribuir para que a produção do novo elétrico seja 40% mais barata do que seria numa linha de montagem dita convencional.

Outra das apostas da marca será a digitalização total do processo de produção, algo que, para Reimold, trará vantagens, tanto técnicas como económicas.

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