Facebook prepara nova aplicação de criação e partilha de vídeos de música

A nova aplicação vai incentivar a criação e partilha de vídeos onde o utilizador acompanha músicas populares, a dançar ou cantar. O Facebook quer assim atrair os mais jovens, que preferem outras apps.

O Facebook quer voltar a chamar os jovens, que estão cada vez mais a afastar-se da rede social, e por isso está a trabalhar numa nova aplicação. Focada na criação e partilha de vídeos, onde se canta ou dança ao ritmo de canções populares, toma partido dos acordos celebrados com várias editoras discográficas no início do ano para usar música licenciada.

Apelidada de Lasso, a nova aplicação apresenta-se como concorrência ao Tiktok, novo nome dado à Musical.ly depois de ter sido comprada pela ByteDance por cerca de mil milhões de dólares, avança o Tech Crunch (acesso livre/conteúdo em inglês). A Lasso está a ser desenvolvida por membros da equipa de vídeo do Facebook, e do Watch, a funcionalidade que ambicionava competir com o Youtube. Brady Voss, um dos principais executivos do design de produto da rede social, estará a liderar a equipa.

As parcerias com editoras como a Warner, a Universal e a Sony inicialmente serviam para impedir que os vídeos dos utilizadores fossem bloqueados por infração de direitos de autor. Entretanto evoluíram para ferramentas nos vídeos das ‘histórias’ e outras áreas da rede social, e servirá agora para permitir os utilizadores acompanhar músicas na Lasso.

Esta não é a primeira tentativa do Facebook de lançar aplicações à parte para chamar mais utilizadores, mas as anteriores nunca funcionaram muito bem. Apenas o Messenger, serviço de mensagens instantâneas, conseguiu singrar. As aplicações como a TikTok têm vindo a ganhar bastante popularidade, e esta já tem cerca de 60 milhões de utilizadores ativos por dia, por isso parece servir bem como fonte de inspiração para a empresa liderada por Mark Zuckerberg.

Só 51% dos adolescentes dos 13 aos 17 anos nos EUA utiliza o Facebook, revela um estudo do Pew Research Center. Também a percentagem daqueles que verificam a rede todos os meses diminuiu de 60% para 36% desde a primavera de 2016. O Youtube, o Instagram e o Snapchat já destronaram a rede social como as plataformas mais utilizadas entre os jovens.

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