Marcelo recusa uso das Forças Armadas “ao serviço de jogos de poder”

  • Lusa
  • 4 Novembro 2018

O Presidente da República enalteceu este domingo o contributo das Forças Armadas para a paz na cerimónia militar que assinala os cem anos do armistício da I Guerra Mundial, a 11 de novembro de 1918.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu este domingo o contributo das Forças Armadas para a paz e disse que não será tolerado o uso da instituição militar para “jogos de poder”.

“Não toleraremos que se repita o uso das Forças Armadas ao serviço de interesses pessoais ou de grupo, de jogos de poder, enquanto soldados se batiam como hoje se batem todos os dias no centro de África, no norte, leste e sul da Europa, no Golfo da Guiné, pela pátria e pela humanidade”, declarou.

O Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas discursava na cerimónia militar que assinala os cem anos do armistício da I Guerra Mundial, a 11 de novembro de 1918, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Depois de depositar uma coroa de flores no monumento aos combatentes da Grande Guerra, durante a qual combateram 111 mil militares portugueses e morreram “mais de oito mil”, Marcelo Rebelo de Sousa invocou os que “combateram pela compreensão contra o ódio”, por uma “Europa aberta contra uma Europa fechada” e disse que há uma lição de há cem anos para aprender.

“Esses heróis nos convocam a aprender a lição de há cem anos. Não toleraremos que se repita a sangrenta divisão da Europa. Não toleraremos que se repita o perder-se a paz ganha com tantas mortes às mortes de aventureiros criadores de novas guerras”, disse.

O chefe do Estado defendeu que “hoje mais do que nunca” é necessário “afirmar os valores” que identificam Portugal “como nação na relação fraterna com as nações aliadas e amigas”, o primeiro dos quais “é a dignidade da pessoa humana”.

“Hoje mais do que nunca queremos celebrar as Forças Armadas. Sem vós, militares de Portugal, sem o vosso prestígio, sem o respeito e admiração pela vossa missão insubstituível não há liberdade, nem segurança, nem democracia, nem paz que possam vingar”, enalteceu.

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