Ministério Público constitui sete arguidos na sequência de queixa do Benfica entre eles Pinto da Costa

  • Lusa
  • 9 Novembro 2018

O Ministério Público constituiu hoje sete arguidos no processo que teve origem numa queixa do Benfica e sobre o qual foi hoje ouvido o presidente do FC Porto no DCIAP.

O Ministério Público constituiu esta sexta-feira sete arguidos no processo que teve origem numa queixa do Benfica e sobre o qual foi hoje ouvido o presidente do FC Porto no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

“No âmbito de inquérito que teve origem numa queixa apresentada pelo Sport Lisboa e Benfica, foram, hoje, constituídos e interrogados sete arguidos. Estes arguidos encontram-se indiciados pela prática do crime de ofensa a pessoa coletiva, estando, ainda, um deles indiciado pela prática crime de violação de correspondência”, indica uma nota publicada na página da internet do DCIAP, sem mencionar o nome dos arguidos.

O presidente portista, Pinto da Costa, e vários administradores da SAD portista, nomeadamente Fernando Gomes, compareceram hoje no DCIAP, em Lisboa, para serem ouvidos na sequência da queixa apresentada pelo Benfica sobre a divulgação de correspondência do clube da Luz.

O DCIAP esclarece ainda que este inquérito “é distinto do designado ‘caso dos e-mails’, no qual se investigam crimes de corrupção e, como já foi tornado público, tem um arguido constituído”.

Pinto da Costa esteve na manhã de hoje, durante cerca de 40 minutos, nas instalações do DCIAP, sem prestar declarações aos jornalistas.

A nota esclarece ainda que as diligências de hoje tiveram lugar no DCIAP, por se realizarem no âmbito de um inquérito que está atribuído à equipa que coordena as investigações relacionadas com crimes praticados no âmbito da atividade de competição desportiva de futebol e de crimes com aqueles conexos.

“Como foi oportunamente informado, tal equipa foi constituída, por despacho da Procuradora-Geral da República, para que a investigação desses crimes se desenvolvesse com conhecimento global do fenómeno, de forma concentrada, integrada e coordenada, competindo-lhe decidir quais as investigações que lhe ficam afetas e quais as que devem ser investigadas noutros departamentos do Ministério Público”, acrescenta o DCIAP.

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