“O país não pode contar que haverá sempre uma conjuntura externa favorável”, diz Catarina Martins

  • Lusa
  • 9 Novembro 2018

Catarina Martins, a líder do BE, defende que a estratégia para amortecer efeitos de crises passa por "recuperar o controlo de alguns bens comuns, em setores estratégicos" e apostar no investimento.

A líder do BE, Catarina Martins, alerta que “o país não pode contar que haverá sempre uma conjuntura externa favorável“, defendendo, por isso, que “as questões da estratégia económica para o futuro são fundamentais”.

Em entrevista à agência Lusa, na véspera da Convenção Nacional do BE que a deverá reeleger como coordenadora nacional do partido, Catarina Martins sublinha que até aqui “foi possível haver crescimento económico porque se recuperaram salários e pensões” e foi até possível uma “consolidação orçamental”.

Mas, diz, Portugal tem “uma economia muito vulnerável a choques externos”, pelo que precisa de “uma estratégia de longo prazo” que amorteça efeitos das crises económicas.

Esta tema abrangerá “uma boa parte do debate” político da Convenção Nacional do BE, que decorrerá no sábado e no domingo no pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa.

Assim, acrescenta Catarina Martins, a estratégia passa por “recuperar o controlo de alguns bens comuns, em setores estratégicos”, mas, também, pela “capacidade de apostar no investimento”, sobretudo em áreas relacionadas com “o território e alterações climáticas”.

A “reconversão energética”, a aposta na tecnologia “de uma outra forma”, para “com isso criar emprego e emprego qualificado”, mas também “gerar riqueza e defender o clima”, são ideias preconizadas pela dirigente bloquista.

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