Reitores querem exames nacionais com menos peso no acesso ao ensino superior

  • ECO
  • 9 Novembro 2018

Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas vai encontrar-se hoje com o primeiro-ministro para apresentar propostas para a Convenção de janeiro.

Flexibilizar o ensino superior é imperativo para que os portugueses se tornem mais competitivos na Europa. Quem o diz é o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Fontainha Fernandes, em entrevista à Rádio Renascença. Declarações que surgem no mesmo dia em que os reitores se vão reunir com o primeiro-ministro, em São Bento, para apresentar a Convenção que discutirá as prioridades do ensino superior para a próxima década.

Os reitores querem 60% da população entre os 30 e os 40 anos diplomada e 50% dos jovens de 18 anos a frequentar o ensino superior. Para tal, defendem que é necessário diminuir o peso dos exames nacionais no acesso ao ensino superior, mas também diversificar a entrada entre universidade e politécnicos.

Outras das questões em cima da mesa vão ser as mudanças na ação social e no alojamento.

A reunião com o primeiro-ministro vai servir para formalizar as propostas que os reitores vão levar à Convenção de janeiro.

Num documento aprovado no último plenário do CRUP, os reitores identificaram três aspetos centrais a serem discutidos: aumentar o número de estudantes no ensino superior, fomentar a ligação entre o ensino e a investigação, mas também melhorar a articulação com a sociedade.

A sessão inaugural da Convenção está marcada para 7 de janeiro, em Lisboa, e vai contar a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Os reitores esperam conseguir influenciar os programas políticos apresentados às próximas eleições legislativas.

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