Altice ameaça desinvestir em Portugal por causa da Anacom

A operadora critica a decisão da Anacom de baixar os preços máximos dos circuitos de comunicações eletrónicas por cabo submarino entre o Continente e as Regiões Autónomas.

A Altice coloca a hipótese de desinvestir na economia portuguesa, o que surge no seguimento da decisão da Anacom de baixar os preços máximos dos circuitos de comunicações eletrónicas por cabo submarino entre o Continente e as Regiões Autónomas e inter-ilhas. A ameaça é feita num comunicado divulgado pela empresa liderada por Alexandre Fonseca, nesta terça-feira. Altice fala num “regulador que em nada estimula o setor das comunicações”.

“A Altice Portugal reage com perplexidade e preocupação à publicação, no passado da 8 de novembro, de um novo Sentido Provável de Decisão preconizando mais uma descida no preço máximo dos circuitos de comunicações eletrónicas por cabo submarino entre o Continente e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, e também dos circuitos inter-ilhas”, começa por dizer a Altice Portugal.

Em causa está a aprovação pelo regulador de uma descida dos preços máximos dos circuitos entre o Continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira (circuitos CAM) em 10% e dos circuitos entre as várias ilhas dos Açores (circuitos inter-ilhas) em 6%.

A empresa liderada por Alexandre Fonseca diz que se trata da terceira redução de preços em apenas três anos: de 50% em 2015, uma nova redução de 72% em 2016 e agora de mais 10%.

Em resultado disso, refere que “tendo em conta a postura do regulador, aparentemente focada essencialmente na Altice Portugal, existe um claro risco de desinvestimento deste Grupo na economia portuguesa, fruto da redução artificial de rentabilidade da empresa, decorrente deste tipo de decisões de um regulador que em nada estimula o setor das comunicações a crescer“. A Altice critica ainda o timing do anúncio, quando decorria a Web Summit.

A Altice Portugal é o único operador que detém a propriedade dos cabos submarinos que interligam o Continente e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Segundo a nota de imprensa divulgada pela Anacom, o objetivo é proporcionar “condições para que outros operadores prestem serviços nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, para que haja uma melhor cobertura das várias ilhas, havendo ainda a expectativa de que as novas condições possam conduzir ao aparecimento de mais e melhores ofertas retalhistas, a preços mais competitivos, em benefício dos consumidores.”

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