Polícia desmobiliza estivadores. Carregamento de carros da Autoeuropa avança

  • ECO e Lusa
  • 22 Novembro 2018

Foram momentos de alguma tensão, mas a polícia conseguiu desmobilizar pacificamente estivadores que tentavam evitar a passagem de autocarro com trabalhadores que vão carregar carros da Autoeuropa.

Mais de uma centena de trabalhadores estiveram concentrados à entrada do terminal de embarque de automóveis do porto de Setúbal, em protesto contra o carregamento de um navio com viaturas produzidas na fábrica da Autoeuropa em Palmela. Estavam sentados na estrada, procurando impedir o acesso do autocarro que leva os funcionários que os vão substituir na função. A Polícia acabou por desmobilizar pacificamente os protestantes.

Em causa está o carregamento de um navio com 2.000 carros produzidos na fábrica da Autoeuropa marcado para esta manhã. De acordo com a empresa, o planeamento do navio faz parte das escalas regulares para o porto de Emden, na Alemanha, “teve por base a garantia de uma solução para o embarque de veículos dada pelo Governo e pelo operador logístico”.

Os trabalhadores eventuais do porto de Setúbal, em greve desde o dia 5 para exigirem um contrato coletivo de trabalho, tinham prometido um protesto pacífico, mas à chegada do autocarro com os funcionários que os iriam substituir no carregamento do navio tentaram impedir a passagem.

“Temos a informação de que os trabalhadores que vêm substituir os eventuais do Porto de Setúbal vêm ganhar 500 euros para trabalhar três dias. Durante 20 anos nunca tiveram disponibilidade para fazer um contrato sem termo aos 150 trabalhadores eventuais do Porto de Setúbal [90 da Operestiva e os restantes Setulsete]”, disse à agência Lusa António Mariano, do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística (SEAL).

Cerca das 08h30, os estivadores sentaram-se no chão para dificultar as operações da polícia de intervenção, que entretanto já conseguiu abrir caminho de forma pacífica para a passagem do autocarro.

(Notícia atualizada às 9h20 com informação do desbloqueio da passagem de autocarro com trabalhadores que vão carregar navio)

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