Wall Street recupera após encontro entre EUA e China

Os mercados reagiram em baixa às declarações de Donald Trump sobre um aumento das tarifas aplicadas à China, mas recuperaram depois de o encontro entre os dois países ter, alegadamente, corrido bem.

As bolsas norte-americanas recuperaram das quedas apresentadas na abertura desta sessão e encerraram em terreno positivo. As preocupações criadas nos mercados após as declarações de Donald Trump sobre um aumento das tarifas aplicadas à China foram substituídas por uma acalmia, depois de o assessor económico da Casa Branca ter dito que o encontro entre o Presidente norte-americano e o chinês foi uma oportunidade para “virar a página” da guerra comercial. Nas cotadas tecnológicas, o destaque vai para a Microsoft, que se tornou a cotada mais valiosa do mundo, ultrapassando a Apple.

Os três principais índices de Wall Street iniciaram no vermelho, mas acabaram por inverter a tendência. O índice de referência S&P 500 fechou a subir 0,32% para 2.682,12 pontos, enquanto o industrial Dow Jones valorizou 0,44% para 24.748,73 pontos. O tecnológico Nasdaq acompanhou e somou 0,01% para 7.082,70 pontos.

Embora tenham iniciado em queda, as bolsas terminaram no verde. Donald Trump disse esta segunda-feira, em entrevista ao The Wall Street Journal, que esperava aumentar em 25% as tarifas aplicadas aos bens importados da China, que devem entrar em vigor a partir de 1 de janeiro, levando os investidores a recearem pelas consequências desse aumento.

Contudo, após o encontro entre os Estados Unidos e a China, que decorreu no sábado, Larry Kudlow, assessor económico da Casa Branca, disse que esta reunião foi uma oportunidade para “virar a página” da guerra comercial. Ainda assim, Kudlow afirmou que a Casa Branca ficou desiludida com as respostas que a China tem face às questões comerciais.

Estas declarações de Donald Trump e do seu assessor surgem dias antes da cúpula do G20, que decorre sexta-feira e sábado, em Buenos Aires. Encontro no qual os investidores depositam confiança sobre o possível fim da guerra comercial. “As pessoas querem acreditar que o G20 vai trazer algo de bom”, diz Robert Pavlik, da Slate Stone Wealth, citado pela Reuters (conteúdo em inglês). “Mas, quanto mais isso demora, mais preocupações sentem os mercados sobre a possibilidade de isso nunca vir a acontecer”.

Nas cotadas tecnológicas, também a novidade sobre a Microsoft animou os investidores. A empresa fundada por Bill Gates destronou a Apple e tornou-se a cotada mais valiosa do mundo, avaliada em 822,51 mil milhões de dólares.

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