Inflação em Portugal abranda. E na Zona Euro também

  • Lusa e ECO
  • 30 Novembro 2018

Novembro trouxe uma ligeira desaceleração do crescimento dos preços no país. Mas também na Zona Euro a inflação deverá abrandar, ainda que com expressão menor. 

Novembro trouxe uma ligeira desaceleração do crescimento dos preços no país. Mas não só, também na zona da moeda única a inflação deverá abrandar, ainda que com expressão menor.

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) subiu 0,9% em novembro, face ao mesmo mês de 2017, mas desacelerando face à variação de 1,0% em outubro, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira divulgada. A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) situou-se em 0,6%, quando em outubro tinha sido de 0,4%, refere o INE.

A taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos terá diminuído de 7,3% em outubro para 4,9% em novembro.

Já a variação mensal do IPC terá sido -0,4%, quando em outubro o valor apurado foi -0,1% e em novembro de 2017 tinha sido -0,3%, estimando-se uma variação média nos últimos doze meses de 1,1%, valor idêntico ao registado no mês precedente. Contudo, os dados definitivos referentes ao IPC do mês de novembro serão publicados a 12 de dezembro.

Na Zona Euro, a inflação relativa ao mês de novembro deverá situar-se em 2,0%, valor que compara com os 2,2% registados no passado mês de outubro, mostram os dados da estimativa rápida do Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o Eurostat.

“Analisando as principais componentes da inflação na Zona Euro, espera-se que a energia registe a maior taxa [de inflação]”, pode ler-se na nota informativa. No mês de novembro, este setor deverá atingir uma taxa de 9,1%, que contrasta com os 10,7% verificados em outubro.

Seguem-se os alimentos, o álcool e o tabaco, com estimativa de taxa de inflação que aponta para os 2,0%, em comparação com 2,2% em outubro. Apenas os bens industriais deverão manter-se relativamente estáveis em comparação com o mês anterior.

Um novo boletim, já com dados para os Estados-membros, está agendado para 17 de dezembro.

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