Portugal regista segunda menor taxa de inflação da UE em outubro

  • Lusa
  • 16 Novembro 2018

A inflação anual em Portugal desacelerou para o segundo menor valor da União Europeia em outubro, tendo-se cifrado em 0,8%.

A inflação anual em Portugal recuou, em outubro, para o segundo menor valor (0,8%) da União Europeia e em contraciclo com a zona euro e a UE, onde esta subiu face a setembro, segundo o Eurostat.

A taxa de inflação anual fixou-se, em outubro, nos 2,2% tanto na zona euro quanto na UE, tendo os preços subido face a setembro (2,1% em ambas as zonas). Em outubro de 2017, a taxa de inflação anual foi de 1,4% na zona euro e de 1,7% na UE.

As mais baixas taxas de inflação anual registaram-se, em outubro, na Dinamarca (0,7%), em Portugal (0,8%) e na Irlanda (1,1%) e as mais elevadas na Estónia (4,5%), na Roménia (4,2%) e na Hungria (3,9%).

Segundo o gabinete estatístico da UE, face a setembro, a inflação anual recuou em oito Estados-membros, manteve-se estável em cinco e aumentou nos outros 14.

Em Portugal, a inflação anual desceu para os 0,8% quer face a setembro (1,8%), quer na comparação homóloga (1,7%).

Se perspetivas da inflação se deteriorarem, BCE ajusta ritmo

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, advertiu para o aumento das “incertezas para as perspetivas a médio prazo” da inflação.

Num congresso da banca europeia, Draghi disse que o Conselho de Governadores poderá analisar melhor os riscos para o crescimento e a inflação na próxima reunião de dezembro, quando tiver novas projeções macroeconómicas do BCE. Contudo, Draghi insistiu que se as condições financeiras piorarem excessivamente ou se as perspetivas da inflação se deteriorarem, o BCE deve reagir e ajustar o ritmo de orientação das taxas de juro.

Atualmente, o BCE empresta aos bancos semanalmente a 0% e cobra aos bancos 0,4% pelo excesso de reservas e reduziu as compras de dívida pública e privada para 15.000 milhões de euros em outubro e deixa de adquirir dívida em janeiro. Draghi afirmou esta sexta-feira que “não há razão para que o crescimento na zona euro termine de forma abrupta”.

 

O presidente do BCE considerou que o enfraquecimento que a economia da zona euro atravessa neste momento é normal depois do crescimento precedente e que é de caráter temporal. “Uma desaceleração gradual é normal na medida em que a expansão amadurece e o crescimento converge para o seu potencial a longo prazo”.

“Mas a expansão da zona euro ainda é relativamente curta em duração e pequena em tamanho”, segundo o presidente do BCE. O banqueiro italiano sublinhou que a economia da zona euro cresceu durante cinco anos e que se espera que a expansão se mantenha nos próximos anos.

(Notícia atualizada às 10h21 com mais informações)

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