Costa e Marcelo aplaudem acordo do Brexit porque salvaguarda os direitos dos portugueses

  • Lusa e ECO
  • 16 Novembro 2018

O primeiro-ministro e o Presidente da República garantiram que os termos da proposta de acordo do Brexit defendem os direitos dos cidadãos portugueses, pelo que o acordo é positivo.

O primeiro-ministro português e o Presidente da República consideram que a proposta de acordo do Brexit é positiva, e que os termos acordados entre o Reino Unido e a União Europeia salvaguardam os direitos dos cidadãos portugueses.

O primeiro-ministro disse que o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia é importante para o futuro da Europa e salvaguarda direitos dos cidadãos portugueses e de produtos nacionais com denominação de origem. António Costa falava aos jornalistas em Monsanto, Lisboa, antes de presidir à cerimónia de entrega do Prémio Bartolomeu de Gusmão para distinguir inovação científica, após ser questionado sobre a posição do Governo português em relação ao projeto de acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia.

“É particularmente positivo que entre a União Europeia e o Reino Unido se tenha chegado a um acordo que já foi aprovado pelo Governo do Reino Unido e que será agora discutido no parlamento britânico. Considero que é importante que haja um acordo, porque sem acordo seria extremamente negativo para as relações entre o Reino Unido e a União Europeia, para a economia e para a segurança dos cidadãos de um lado e de outro”, começou por salientar o primeiro-ministro.

António Costa referiu, a seguir, que o acordo “é muito extenso, com 586 páginas”, e que “o Governo português está naturalmente a apreciá-lo”. “Relativamente àquilo que são os aspetos críticos que ainda estavam em aberto, na primeira leitura está tudo consagrado face ao que eram as nossas prioridades: Defesa dos direitos dos nossos cidadãos, proteção das nossas denominações de origem” (em particular do vinho do Porto e do vinho da Madeira), salientou o líder do executivo português.

O primeiro-ministro considerou ainda que “foi encontrada uma boa solução para a questão difícil de regular a fronteira entre a Irlanda e Irlanda do Norte, garantindo simultaneamente a integridade constitucional do Reino Unido e também a integridade do mercado interno da União Europeia”.

Marcelo diz que o acordo “é francamente bom”. Mas a bola está do lado dos ingleses

O Presidente da República considerou esta quinta-feira que o esboço de acordo de saída do Reino Unido da União Europeia que se obteve, do lado europeu, “é francamente bom”, mas que “agora está do outro lado a resposta”.

“O que se obteve, do lado da União Europeia, é francamente bom, francamente bom. Mas, naturalmente, os britânicos têm uma palavra a dizer”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, em resposta aos jornalistas, em Antígua, na Guatemala, onde chegou hoje para participar na 26.ª Cimeira Ibero-Americana.

O chefe de Estado chamou a atenção “em particular para a forma como foi salvaguardada a situação dos portugueses” que vivem no Reino Unido: “Foi uma salvaguarda que, aliás, corresponde também à equivalente salvaguarda dos britânicos vivendo em Portugal, que está à altura da nossa tradicional aliança”.

Tendo ao seu lado o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o Presidente da República defendeu que “a União Europeia foi exemplar” nestas negociações, “foi até onde podia ir”, e que “Portugal teve um papel muito importante” neste processo.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que a União Europeia “tem a sua posição estabilizada, do seu lado, o que havia a fazer, está feito” e “respeita, naturalmente, aquilo que é a manifestação da vontade também soberana dos órgãos do poder político britânico”. “Vamos ver se podemos dar os passos seguintes. Mas agora está do outro lado a resposta a essa pergunta”, concluiu.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Costa e Marcelo aplaudem acordo do Brexit porque salvaguarda os direitos dos portugueses

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião