BCE prevê que inflação suba com aumentos dos salários

  • Lusa
  • 22 Novembro 2018

Nas atas da última reunião de política monetário, o BCE prevê que a inflação suba em linha com o objetivo de ficar perto mas ligeiramente abaixo dos 2%.

O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação suba em linha com o objetivo de ficar perto mas ligeiramente abaixo de 2%, porque os salários aumentam na zona euro.

Nas atas da última reunião de política monetária, publicadas esta quinta-feira, o BCE disse que houve um acordo alargado entre os membros do Conselho de Governadores quanto à “ampla expansão económica na zona euro” apesar de “os últimos dados económicos serem mais fracos do que o esperado”.

O BCE indicou também que prevê uma revisão em baixa das perspetivas de crescimento a curto prazo na zona euro.

“A evolução dos salários foi considerada o fator que aumentou a confiança nas perspetivas para os preços no consumo”, segundo as atas. O crescimento salarial na zona euro acelerou para 2,3% no segundo trimestre, depois de ter ficado em 1,9% no trimestre anterior, de acordo com números do BCE.

O Conselho de Governadores do BCE observou na sua última reunião de política monetária que “o crescimento dos salários continuou a aumentar em linha com as expectativas“. As subidas salariais refletem o endurecimento do mercado laboral, segundo o BCE.

Uma situação de endurecimento do mercado laboral ocorre quando cai o desemprego e diminuem os postos vagos disponíveis, o que geralmente aumenta os salários porque as empresas têm mais dificuldade em encontrar trabalhadores.

“A solidez da economia da zona euro e o aumento dos sinais de que estão a ser criadas pressões para a subida dos salários apoia a confiança de que a inflação vai convergir com o objetivo” e manter-se a esse nível após a interrupção gradual das compras de dívida, de acordo com as atas da reunião.

No início de outubro, o BCE reduziu as compras de dívida para 15 mil milhões de euros por mês e tenciona deixar de comprar novos títulos a partir de janeiro de 2019.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE prevê que inflação suba com aumentos dos salários

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião