Pressionada pela guerra comercial, Tesla abre concurso público para construir megafábrica na China

A empresa fundada por Elon Musk abriu um concurso público para a construção da megafábrica em Xangai, avaliada em dois mil milhões de dólares. Já há construtoras interessadas.

As tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos têm efeitos em várias empresas, e a Tesla não é exceção. A empresa fundada por Elon Musk abriu um concurso público para encontrar construtoras interessadas em participar na construção da megafábrica na China, avança a Reuters (conteúdo em inglês). E, segundo a agência, pelo menos uma construtora já começou a comprar materiais, um sinal de que a construção da fábrica, avaliada em dois mil milhões de dólares, está iminente.

O Shangai Construction Group também está na corrida, disseram duas fontes próximas do processo, acompanhada pela China Minmetals Corp, através da subsidiária Shanghai Baoye Group. Um funcionário desta última confirmou o envolvimento no processo, enquanto as restantes recusaram fazer comentários, assim como a própria Tesla.

A fábrica, avaliada em dois mil milhões de dólares (1,76 mil milhões de euros) é a primeira que a Tesla terá em território chinês. O objetivo de a instalar naquele país é reforçar a presença naquele que é o maior mercado automóvel do mundo, cujas receitas foram afetadas pelo aumento das tarifas sobre os produtos importados dos Estados Unidos, o que levou a empresa a reduzir os preços dos carros na China. Além disso, a Tesla está sujeita a uma forte concorrência no mercado chinês, por isso, todos os ganhos de competitividade são importantes.

Esta quarta-feira, o Governo de Xangai pediu à Tesla que “acelerasse” o processo de construção da fábrica, cujo início da produção tem data prevista para o segundo semestre do próximo ano.

O terreno para a construção desta fábrica — com 864.885 metros quadrados –, foi comprado em outubro, na área da Lingang, em Xangai. A empresa criou uma conta oficial no WeChat para contratar funcionários locais.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Pressionada pela guerra comercial, Tesla abre concurso público para construir megafábrica na China

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião