“Caso Tomás Correia seja o vencedor das eleições, tem de ser muito bem avaliado por uma autoridade de supervisão”

As eleições na Associação Mutualista Montepio realizam-se esta sexta-feira e, para Bagão Félix, as investigações já revelam "fraqueza de idoneidade" de Tomás Correia.

Os associados da Associação Mutualista Montepio Geral estão prestes a escolher o presidente para os próximos três anos. A eleição disputa-se entre três listas: a recandidatura de António Tomás Correia – que é líder da associação há dez anos –, a candidatura de Fernando Ribeiro Mendes e a candidatura de António Godinho.

O ex-ministro António Bagão Félix, que há três anos concorreu numa lista contra Tomás Correia, considera que se da contagem dos votos de amanhã sair o nome de Tomás Correia como vencedor, a decisão “tem de ser muito bem avaliada por uma das autoridades de supervisão, que é a autoridade de supervisão de fundos de pensões e seguros, que vai certamente avaliar a questão”, disse em entrevista, durante o programa ECO 24, emitido pela TVI24, em parceria com o ECO.

Tendo já assumido publicamente que apoia a lista C, liderada por António Godinho, na opinião de Bagão Félix, o novo Código das Associações Mutualistas parece ter sido feito “à medida”. “Parece que tem fotografia nalguns artigos”, disse o economista. E, citando o que diz esse mesmo código, acrescentou que, até na questão da idoneidade, se lê: “são elegíveis os associados que sejam pessoas idóneas, nomeadamente por não terem sido condenados”.

Recorde-se que Tomás Correia está a ser investigado pelo Banco de Portugal (BdP) por causa da sua gestão enquanto presidente do banco Montepio e é arguido num processo que nasceu a partir da investigação “Operação Marquês”.

Para Bagão Félix, a candidatura do líder da dona do Banco Montepio pode ler lida de duas maneiras. Se, por um lado, “qualquer sócio pode concorrer”, por outro, “é uma questão de consciência”. E estes casos judiciais, nomeadamente o processo do Banco de Portugal, “já revelam alguma fraqueza da idoneidade”.

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