Galamba diz estar a estudar dossiês da energia

  • ECO
  • 7 Dezembro 2018

Em entrevista à TSF, o secretário de Estado admite que não estava à espera do convite para integrar o Governo, mas está a estudar para dominar a pasta. "Não há agenda anti-EDP nem pró-EDP", frisa.

O secretário de Estado, João Galamba, admitiu em entrevista à TSF, que não estava à espera do convite do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, para ficar à frente da pasta da Energia. E, apesar de não ter acompanhado o setor no Parlamento, Galamba diz que não é algo que lhe seja desconhecido. Garante, no entanto, estar a estudar a matéria para ficar por “dentro da maioria dos dossiês”.

Na entrevista, garante que tem estudado muito, “até demasiado”. É “uma área “muito técnica e diversificada nos temas”, mas que garante estar a fazer os possíveis para estar “dentro da maioria dos dossiês e perceber a matéria”. Admite que a complexidade do tema e as horas que tem lhe tem dedicado lhe tiram horas de sono, mas graceja revelando que é como o Presidente da República — dorme pouco.

Aos microfones da TSF deixou ainda a promessa de agir sempre em defesa do interesse público. Seja, por exemplo, com decisões que favoreçam ou desfavoreçam a EDP. Garantiu ainda que as decisões que vier a tomar serão serão as mais adequados ao momento e que não se vai deixar influenciar por fatores extrínsecos. “Há decisões favoráveis à EDP e outras desfavoráveis, tal como à Iberdrola. As vicissitudes do secretário de Estado da Energia é que as decisões que toma serão sempre desfavoráveis ou favoráveis a alguém, às vezes de forma alternada e portanto, não há agenda anti-EDP nem pró-EDP”, disse.

Sobre o futuro da solução governativa que inclui os partidos mais à esquerda do PS, João Galamba admite que quer ver mantidos os acordos com o Bloco de Esquerda, PCP e Verdes, porque se “foram possíveis até agora, deverão continuar a sê-lo” e também porque “em estratégia vencedora não se mexe.”

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