Petróleo dá energia à Galp. Lisboa avança

O acordo de corte de produção da OPEP+ fez disparar em mais de 5% as cotações do "ouro negro", o que deu energia às ações da Galp que puxaram pelo desempenho do PSI-20 na última sessão da semana.

OPEP e petróleo. As duas expressões estiveram na boca dos investidores num dia marcado pela recuperação dos principais índices bolsistas após o sell-off da sessão anterior. A matéria-prima acabou por ser uma das principais responsáveis pelo desempenho positivo dos principais mercados acionistas europeus na última sessão da semana. Lisboa não foi exceção. O disparo de 5% da cotação do “ouro negro” animado pelo acordo da OPEP+ puxou pela ações da Galp Energia que por sua vez, e a par da EDP e das retalhistas, deram fôlego ao principal índice bolsista lisboeta.

Os maiores produtores de petróleo do mundo (excluindo os EUA) acordaram reduzir a oferta da matéria-prima em 1,2 milhões de barris por dia a partir de janeiro. A decisão foi tomada na reunião de dois dias da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros líderes que alinham no acordo de cortes de produção, que terminou esta sexta-feira em Viena, na Áustria.

A notícia puxou pela cotações do petróleo e pelas cotadas ligadas ao setor da energia. E a Galp não foi exceção. As ações da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva ganharam 1,75%, para os 14,52 euros, num dia que fica ainda marcado por um research do BPI que diz haver espaço para a Galp aumentar o dividendo pago aos acionistas nos próximos dois anos. Os analistas antecipam que remuneração aos acionistas da petrolífera atinja os 456 milhões de euros por ano, entre 2019 e 2021, impulsionada pelo negócio no Brasil.

Entre os títulos que mais puxaram pelo desempenho da praça bolsista nacional, levando o PSI-20 a valorizar 0,4%, para os 4.836,73 pontos, com metade dos seus 18 títulos em alta, estiveram ainda a EDP, que viu as suas ações somarem 2,42%, para os 3,093 euros, mas também as retalhistas.

Destaque para a Jerónimo Martins, cujas ações ganharam 2,29%, para os 10,495 euros, depois de terem sido muito castigadas nas últimas sessões. O mesmo rumo foi seguido pela Sonae, com os seus títulos a valorizarem 2,15%, para os 83 cêntimos. As duas cotadas terão beneficiado durante esta sessão do efeito natal. “Espera-se neste mês festivo, que as vendas aumentem, levando o setor a reagir em alta”, disse Carla Maia santos, trader da XTB, para justificar o rumo dos títulos do retalho.

Nota negativa para o BCP que foi um dos principais fatores de pressão na sessão lisboeta. As ações do banco liderado por Miguel Maya recuaram 1,44%, para os 23,90 cêntimos, um dia depois de a Fitch ter subido o rating do banco, mas colocando-o ainda em “lixo”, no segundo nível.

(Notícia atualizada às 17h01 com mais informação)

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