Moody’s mais otimista para a banca nacional. Sobe perspetiva para “positivo”

A queda do malparado levou a agência de notação financeira a melhorar a perspetiva para o setor financeiro nacional. Passou o outlook para "positivo".

A Moody’s está mais otimista para a banca nacional. A queda do malparado levou a agência de notação financeira a melhorar a perspetiva para o setor financeiro português, elevando o “outlook” para “positivo”. Acredita que com menos malparado há margem para aumentar a rentabilidade.

“O stock de ativos problemáticos irá continuar a encolher, ainda que os níveis se mantenham elevados pelos standards europeus”, diz Maria Vinuela, analista da Moody’s, numa nota publicada esta segunda-feira, 10 de dezembro. “A melhoria dos níveis de cobertura [de malparado] em alguns bancos vai permitir-lhes realizar vendas de carteiras nos próximos meses, que ajudará a resolver o problema”, diz.

Com estas vendas de carteiras, a agência antecipa uma redução do fardo do malparado que, no final de 2018, estava em 12,4%, de acordo com dados da European Banking Authority (EBA), tendo recuado dos 17,5% um ano antes.

"A melhoria dos níveis de cobertura [de malparado] em alguns bancos vai permitir-lhes realizar vendas de carteiras nos próximos meses, que ajudará a resolver o problema.”

Moody's

Perante a redução de malparado, e apesar do abrandamento da economia — a Moody’s vê Portugal a crescer 2,1% em 2018 e 1,7% no próximo ano –, a agência vê um contexto mais positivo para o setor financeiro, o que justifica a melhoria da perspetiva, que poderá elevar a notação dos bancos nos “próximos 12 a 18 meses”.

A rentabilidade dos bancos portugueses “vai aumentar à medida que se assiste a uma queda no custo de risco e os cortes de custos conseguem anular a pressão nas receitas em resultado da fraca concessão de crédito e os juros baixos”. “A menor formação de novos créditos em incumprimento também vai reduzir a necessidade de criação de provisões”, nota a agência.

Em termos de rácios de capital, a Moody’s prevê que estes se mantenham “relativamente fracos”. “Os bancos portugueses terão uma maior capacidade para absorver os custos do crédito após a desalavancagem”, mas alerta que “o elevado volume de ativos por impostos diferidos empola os rácios dos bancos que se mantêm mais fracos que os de outros sistemas financeiros europeus”.

(Notícia atualizada às 9h11 com mais informação)

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