Empreendedorismo: Até a sua casa pode ser cenário de filme. Agencie-a na Nouvelle Shot

É a primeira agência de lugares em Portugal e quer trazer produtores, realizadores e publicitários ao país. No catálogo, a Nouvelle Shot tem centenas de localizações disponíveis, algumas exclusivas.

A Nouvelle Spot tem dezenas de lugares em catálogo, alguns deles apenas disponíveis para clientes da empresa.D.R.

Uma praia deserta na Serra da Arrábida, um palacete no interior alentejano ou um barco em pleno oceano Atlântico, ao largo da costa vicentina. E se, da praia deserta se fizesse “deserto”, do palacete se fizesse “casa nobre” e, do barco se fizesse cruzeiro num arquipélago longínquo? Foi a pensar no potencial das localizações a sul do Tejo que Vanessa Lima e Patrícia Brito e Cunha decidiram criar a Nouvelle Shot, a primeira agência de lugares em Portugal.

“Zonas de rio e mar podem ser usadas como destino, como a Croácia, a Grécia. Porque não aqui? Porque não na Arrábida? Com as paisagens, o estilo de casas e vilas, podemos simular que estamos na Grécia, em Itália, no deserto. Vantagens? Portugal tem ótimos recursos humanos, a luz é extraordinária, em pouco tempo podemos estar num local completamente diferente”, explica Patrícia.

Mas vamos por partes. As duas sócias conheceram-se no verão de 2017, a bordo de um dos barcos que Vanessa decidiu começar a explorar turisticamente, uns anos antes, na Sea Life Lovers. Depois de 14 anos a trabalhar em publicidade, Vanessa, 40 anos, decidiu mudar de vida e, foi num desses dias em mar que as duas perceberam que tinham muito em comum.

Meses depois, a empresa de Vanessa foi contactada pela Plural. Além de embarcações para duas novelas, a produtora precisava de casas de luxo para gravações. “A Patrícia [que tinha sido atriz em Portugal e Londres durante vários anos] trabalhava em turismo de luxo e fomos logo ver casas na zona do Carvalhal, Comporta. É aí que surge a questão de sabermos que havia muitos freelancers na área mas a área não estava profissionalizada“, conta Vanessa.

O problema resolveu-se com um telefonema: Vanessa estava a caminho, Patrícia conseguiu mostrar-lhe dez casas e o negócio fez-se. Mas a ideia ficou a trabalhar na cabeça das duas. E se profissionalizassem o setor, servindo de facilitadoras entre produtores e locais?

“Tudo fazia sentido. Para mim, fazia sentido voltar às origens. À Vanessa também, e a Novelle Shot é a nossa intenção é colocar Portugal como um destino muito aliciante e atrativo para cinema, televisão e shooting. O que nos juntou foi a paixão que temos pelo nosso país que é o que nos faz ficar”, explica Patrícia, em conversa com o ECO.

Da ideia à prática, a Nouvelle Shot esteve um ano a trabalhar contactos, localizações e parceiros: a preparação incluiu pesquisa sobre empresas no mercado e plataformas que permitissem aos “locais” estar disponíveis para ações como eventos, publicidade e até cinema. “Fizemos uma pesquisa tremenda e detetámos que não existia nenhuma empresa que fizesse isto no mercado, ao contrário do que acontece em Paris ou nos Estados Unidos”, detalha Vanessa.

Uma das primeiras coisas a ficar definida foi o posicionamento geográfico: de Lisboa para sul. “As paisagens são diferentes, as localizações também. Temos rota Vicentina, Arrábida, Alentejo. Lisboa está overcrowded e queremos ser um complemento de quem já trabalha nesta área como freelancer. E a decisão de fazermos assim teve a ver com o facto de considerarmos que o mercado não está preparado para entrarmos de repente. Queremos que os players acreditem que somos complementares e não concorrentes dos serviços que já existem. É um trabalho que estamos a fazer, poderíamos ser concorrentes das produtoras, fotógrafos, agências de eventos, mas sempre na vertente da parceria e da complementaridade. É um trabalho que se vai fazendo calmamente”, explica Patrícia.

Com uma oferta várias dezenas de lugares, na Nouvelle Shot podem encontrar-se casas, barcos, hiden spots com natureza, cascatas e praias desertas. Mas também facilitadores para relações com entidades institucionais das regiões. “Temos uma área de facilities manager, para facilitar em taxas, licenças e o tempo entre o briefing e apresentação de propostas. E outra área que tratamos de tudo com equipas de fora. Agilizamos o que já existe no mercado, de maneira que somos as partners e fundadoras”, esclarece Vanessa.

O trabalho tem sido tão intenso que, agora, já não são só Vanessa e Patrícia que trabalham como “olheiras” da empresa: são os próprios proprietários que se dirigem a elas para procurar parcerias. “Diariamente oferecem-nos lugares. Carros, motas, bicicletas, jardins, lugares de natureza, a panóplia de coisas é enorme. E desde o momento que nos contactam, temos de conhecer os proprietários, ir fotografar, catalogar. Existe um trabalho de campo por trás bastante importante, trabalho de campo. E a grande vantagem de estarmos a profissionalizar a área é a confiança, e as pessoas confiam, há uma garantia da nossa presença“, detalha.

Carros, motas, bicicletas, jardins, lugares de natureza, é tal a panóplia de coisas. E desde o momento que nos contactam, temos de conhecer os proprietários, ir fotografar, catalogar. Existe um trabalho por trás bastante importante, trabalho de campo.

Vanessa Lima

Nouvelle Shot

O modelo de negócio é simples: existe um consumo diário para shooting, que varia consoante a tipologia do lugar e a mediatização: quanto mais aparece, mais se paga. “Da mesma maneira que ajudamos quem está a trabalhar, a trabalhar, também salvaguardamos os interesses do proprietário”, acrescenta Vanessa.

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