DBRS volta a avaliar rating de Portugal em abril

A agência canadiana marcou para 2019 duas avaliações do rating nacional. A primeira é a 5 de abril e a segunda a 4 de outubro. O rating que atribui atualmente está dois níveis acima do "lixo".

Dois meses após a última avaliação, a DBRS já marcou no calendário as datas em que pretende revisitar a dívida soberana nacional. A agência de notação financeira canadiana prevê fazer duas avaliações no próximo ano, a primeira em abril, deu conta esta segunda-feira.

A DBRS pretende pronunciar-se pela primeira vez a 5 de abril, tendo agendado ainda para 4 de outubro uma nova avaliação.

A agência de rating canadiana destacou-se por ter sido a única das consideradas pelo Banco central Europeu a segurar o rating português acima do nível de “lixo” durante a crise da dívida. Atualmente atribui à dívida soberana nacional uma classificação de “BBB”, dois níveis acima de “lixo”, com perspetiva “estável”. Ou seja, uma classificação que aponta para que não ocorra uma revisão positiva ou negativa nos próximos tempos.

Na última vez que olhou para o rating nacional — a 12 de outubro — a DBRS optou por não mexer nessa avaliação, explicando a sua posição com os riscos moderados apresentados por Portugal.

“A confirmação desta perspetiva ‘estável’ reflete a visão da DBRS de que os riscos ao rating estão globalmente equilibrados”, dizia a agência numa nota enviada naquela ocasião e a escassos dias de o Governo apresentar a sua proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Na altura, a agência canadiana divulgou ainda as suas previsões para a evolução da economia portuguesa, mantendo um cenário de crescimento do PIB de 2,3%, este ano. Numa nota de 15 de outubro, afirmava que os riscos que ameaçam as perspetivas de crescimento de curto prazo “aumentaram e são sobretudo de natureza externa, relacionados com um agravamento mais acentuado do que o esperado das condições financeiras e com a escalada do protecionismo comercial”.

Alertava ainda que “o rácio da dívida, que se espera que recue para perto dos 120% do PIB este ano, continua alto e deixa as finanças públicas vulneráveis a choques negativos”.

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