Startup de Oliveira do Hospital quer atingir 90% de exportações. Está de olhos postos na Índia e em potências europeias

A Enging atua no mercado de manutenção preditiva, uma área de negócio avaliada em 1,5 mil milhões de euros. A perspetiva é animadora: daqui a menos de três anos pode vir a valer mais do triplo.

A Enging nasceu em Oliveira do Hospital (Coimbra) e, além de presente no mercado nacional, já conquistou a sua presença em Espanha, Itália, Reino Unido e Brasil. No horizonte está agora a Alemanha, a Áustria e a Suíça. Mas não só, os olhos da startup de manutenção preditiva estão, também, postos no mercado indiano. O objetivo a longo prazo é vender, quase na plenitude, para o exterior.

Mas, é preciso andar um passo de cada vez. A região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça) é, para já, a prioridade estabelecida para o próximo ano, com a qual, aliás, a startup já ultimou alguns contratos. Chegar ao continente asiático — entrando pela porta da Índia — é também uma meta a concretizar, de preferência em 2019.

A finalidade é conseguir alcançar o valor de 90% em matéria de exportações. “Nos primeiros anos de operação, as vendas para mercados internacionais rondaram os 10%, mas em 2018 já representam 50%. A nossa ambição é chegar a um patamar em que 90% das vendas são para o exterior”, pode ler-se em comunicado.

O mercado internacional assume especial importância na estratégia da startup pela sua dimensão, “é muito grande e rico em oportunidades”. “As nossas soluções podem ser implementadas praticamente em toda a indústria, em tudo o que funcione com motores ou transformadores”, explica Marco Ferreira, diretor-geral e cofundador da Enging.

Quanto ao volume de negócios, a startup tem vindo a mais do que duplicar as suas vendas anualmente e a expectativa é que, em 2019, o volume de negócios supere um milhão de euros, com a empresa a perspetivar 70 novos projetos e 20 novos clientes.

Negócio de manutenção preditiva

A tecnológica, que trabalha para detetar falhas nos equipamentos, funciona online e com interface user friendly, sem necessidade de técnicos especializados. As soluções detetam a maioria das avarias em motores e transformadores através de uma nova técnica de manutenção preditiva, que usa um algoritmo próprio.

Com estas soluções, as empresas evitam quebras na produtividade, não param as máquinas para rotinas planificadas de manutenção, previnem acidentes de trabalho e não gastam grandes valores em manutenção ou substituição de máquina, podendo poupar milhares de euros a médio e longo prazo”, lê-se no comunicado.

O mercado da manutenção preditiva vale, atualmente, mais de 1,5 mil milhões de euros e, em 2021, deverá já ter atingido os 5,3 mil milhões. Os números são da consultora Navigant Research, que avaliou o impacto deste mercado no dia-a-dia das empresas.

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