“É muita falha. E isso significa que o Estado falhou”, diz Marcelo

Sobre a queda do helicóptero do INEM, que vitimou quatro pessoas, o Presidente da República fala em "muita falha", um sinónimo de que "o Estado falhou".

No relatório apresentado pela Proteção Civil ao Ministério da Administração Interna (MAI) sobre a queda do helicóptero do INEM que vitimou quatro pessoas, foram apontadas várias falhas, nomeadamente a nível dos procedimentos. Para Marcelo Rebelo de Sousa, trata-se de “muita falha e isso significa que o Estado falhou”. O Presidente da República sublinha que este tipo de falhas “não são boas para a confiança das pessoas nas instituições”.

“Espero que não se confirme no relatório definitivo aquilo que consta do relatório preliminar. Constam quatro falhas: duas da Navegação Aérea de Portugal (NAV) e duas do 112. É muita falha, e isso significa que o Estado falhou“, disse Marcelo, em declarações aos jornalistas durante um almoço com camionistas.

A confirmarem-se estas falhas, “isto não cria confiança nem segurança nas pessoas”. “Se se confirmar aquilo que resulta deste relatório preliminar, são falhas demais de comunicação e tempo demais que resulta dessas falhas. E isso não é bom para a confiança das pessoas nas instituições, porque no fundo é tudo Estado”, continuou o chefe de Estado.

Face a estes resultados, “é preciso apurar” como decorreram os procedimentos e, a confirmarem-se estas falhas, “é preciso responsabilizar e corrigir”.

Para Marcelo, há duas maneiras de olhar para este momento: “uma é banalizar, dizer que isto é um caso que acontece de vez em quando; a outra é levar a sério e acho que deve ser levado a sério porque os portugueses vão perdendo confiança nas instituições“.

(Notícia atualizada às 13h48 com mais informação)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“É muita falha. E isso significa que o Estado falhou”, diz Marcelo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião