Sete pessoas detidas no âmbito do roubo das pistolas glock

  • Lusa e ECO
  • 19 Dezembro 2018

Durante esta manhã foram detidas sete pessoas, entre as quais dois agentes. "Operação Ferrocianeto" envolveu 15 buscas domiciliárias e quatro não domiciliárias.

A PSP deteve esta quarta-feira sete pessoas, entre as quais dois agentes da autoridade, relacionadas com o furto das armas retiradas da Direção Nacional da PSP no ano passado, de acordo com o comunicado enviado pelo Ministério Público (MP). Durante o início da manhã, de acordo com uma fonte da PSP à Lusa, já tinham sido detidas quatro pessoas, sendo que uma das detenções ocorreu esta segunda-feira.

“No âmbito do inquérito que investiga o furto de pistolas da Direção Nacional da PSP ocorrido em janeiro de 2017 (…) realizaram-se quinze buscas domiciliárias e quatro buscas não domiciliárias, em vários concelhos do país“, lê-se no documento enviado às redações. “No decurso das diligências foram efetuadas nove detenções”, sete delas relacionadas com o atual inquérito — “três em cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo MP e quatro em flagrante delito” –, sendo que duas não estavam relacionadas com o inquérito atual.

Durante esta operação foram apreendidas “diversas armas, munições, material informático e equipamento de telecomunicações” e as diligências continuam a decorrer, informou o MP, encontrando-se o inquérito em segredo de justiça.

Esta manhã, os primeiros números apontavam para quatro detenções — três esta terça-feira e uma na segunda-feira –, de acordo com as informações dadas por um porta-voz da PSP à Lusa. Como disse Alexandre Coimbra, as detenções tinham ocorrido na zona da Grande Lisboa e estavam relacionadas com este caso do roubo das armas.

Em curso está a operação “Ferrocianeto”, levado a cabo pela PSP em vários concelhos do país — Vila Nova de Gaia, Gondomar, Mafra, Abrantes, Alvaiázere, Sintra, Cascais, Oeiras, Lisboa, Almada e Albufeira –, para deter os responsáveis pelo furto das 57 armas Glock retiradas da Direção Nacional da PSP no ano passado.

57 armas Glock desaparecidas. Oito delas recuperadas, metade em Espanha

Em janeiro do ano passado foi detetado o desaparecimento, do armeiro da sede da PSP, de 57 armas Glock após a apreensão de uma arma de fogo da polícia durante uma operação policial que decorreu no Porto. Outras três armas foram detetadas, posteriormente, pelas autoridades espanholas em Ceuta. Na altura foram suspensos os dois agentes responsáveis pela listagem das armas, aberto um inquérito e uma comunicação ao MP para efeitos de investigação criminal.

A 17 de outubro deste ano, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse no Parlamento que haviam sido recuperadas oito das 57 armas Glock desaparecidas “em operações distintas, sem nenhuma característica comum entre as mesmas, oito das 57 armas”. O ministro avançou que quatro armas foram recuperadas em Espanha, três das quais na Andaluzia e uma Ceuta, e outras quatro em Portugal.

Eduardo Cabrita avançou ainda que o oficial da PSP que foi responsável pelo departamento onde estavam armazenadas as armas desaparecidas foi exonerado de oficial de ligação do Ministério da Administração Interna na Guiné-Bissau. Na sequência dos processos disciplinares abertos pela PSP a este caso foi determinado, em março de 2017, a cessação da comissão de serviço do ex-diretor do Departamento de Apoio Geral da direção Nacional da PSP, enquanto oficial de ligação do MAI na Guiné-Bissau.

(Notícia atualizada às 13h16 com atualização do número de detidos)

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