Depois da subida recorde, Wall Street volta às fortes quedas

Um dia depois de o Dow Jones subir mais de 1.000 pontos numa única sessão, algo que nunca tinha acontecido, Wall Street voltou a pintar-se de vermelho. Os três principais índices caem mais de 1,5%.

Está a ser um fim de ano amargo nos mercados de capitais. Wall Street está novamente em queda acentuada, registando perdas superiores a 1,5% nos três principais índices. A paralisação do Governo por falta de acordo entre Republicanos e Democratas e os receios em torno da resiliência da economia norte-americana continuam a condicionar as negociações.

Neste contexto, o S&P 500 está a derrapar 1,85%, enquanto o industrial Dow Jones recua 1,89%, um dia depois de ter registado a maior subida de sempre numa única sessão. O tecnológico Nasdaq desvaloriza 1,84%, reforçando o estado de bear market, ou seja, já caiu mais de 20% desde o pico mais recente.

As bolsas norte-americanas registaram quedas expressivas na sessão da véspera do Natal. Depois do feriado, abriram esta quarta-feira a recuperar, mesmo num contexto adverso, com ganhos significativos que até deram ao Dow Jones a maior subida de sempre: valorizou 1.000 pontos numa única sessão, algo que nunca tinha acontecido. Mas, um dia depois, esses ganhos estão a ser parcialmente corrigidos.

O setor da banca está entre os mais penalizados, com instituições como o Goldman Sachs, Bank of America, JPMorgan Chase e Morgan Stanley a registarem perdas entre 1,2% e 1,7%. Já no campo da tecnologia, a Apple derrapa 2,30%, para perto dos 153,5 dólares por ação.

Destaque para a subida do índice de volatilidade VIX (convencionalmente associado à incerteza e ao medo dos investidores), que avança 4,9% para 31,91 pontos, bem como para a valorização do ouro, considerado o principal ativo de refúgio, que sobe cerca de 0,42%, para 1.278,40 dólares cada onça.

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