Menu das boxes de TV da Meo passa a mostrar publicidade

Os menus interativos das boxes de televisão da operadora Meo passaram a incluir anúncios publicitários. E o Continente é a primeira marca portuguesa a experimentar esta nova solução.

Agora, os menus das boxes de televisão da Meo também mostram publicidade. Em causa está um novo formato de anúncio que está a ser testado desde dezembro pela Continente e que foi desenvolvido pela operadora, em parceria com o SAPO. A novidade foi comunicada esta sexta-feira pela marca da Sonae.

Numa altura em que o consumo de televisão é cada vez menos linear, em que os espetadores podem avançar e recuar na emissão e saltar a publicidade, a Altice tem tentado explorar novas formas de impactar o público com anúncios publicitários. Esta nova solução passa por mostrar banners de publicidade nos menus interativos das boxes de TV paga, nomeadamente na área de gravações.

Nesse sentido, o Continente tornou-se a primeira marca a explorar este novo conceito de anúncio, que “pretende ir de encontro às novas tendências de consumo de televisão, onde os acessos aos serviços on-demand [serviços não lineares, a pedido] ganham cada vez maior relevância, e em paralelo, representa uma aposta numa comunicação cada vez mais próxima dos clientes”, lê-se num comunicado da cadeia de retalho.

A primeira campanha nos menus interativos das boxes da Meo decorreu em dezembro: “O cliente, ao aceder à área de gravações da Meo, era impactado com um banner publicitário do Continente, e caso optasse por clicar no mesmo, era remetido para o vídeo da campanha”.

Exemplo de um anúncio do Continente no menu de uma box da Meo.Continente

“Esta é uma estratégia pioneira e impulsionadora de uma nova tendência relativamente à qual a Meo se orgulha de disponibilizar o acesso, abrindo o caminho para novos desenvolvimentos no setor”, afirmou o diretor de produtos e serviços comerciais da Meo, Tiago Silva Lopes, citado em comunicado. Já Filipa Martins, diretora-geral do SAPO, garante que foi um “desafio” criar esta nova solução.

Do lado do Continente, Tiago Simões, diretor de marketing da Sonae, disse que a marca “pretende explorar todas as tendências do mercado de consumo” no que toca a publicidade.

A Altice tem vindo a reiterar que quer desenvolver uma estratégia não só assente no setor das telecomunicações como também os conteúdos e a publicidade. Em Portugal, o SAPO já está a explorar as soluções desenvolvidas pela Teads, uma startup que aplica a inteligência virtual ao negócio da publicidade, e que foi adquirida pela dona da Meo em março de 2017, por 308 milhões de dólares.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Menu das boxes de TV da Meo passa a mostrar publicidade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião